Cometa C/2025 K1: A desintegração do astro em imagens impressionantes

Telescópio Gemini Norte captura o momento em que o cometa se despedaça após aproximação ao Sol

O cometa C/2025 K1 se despedaçou após passar perto do Sol, registrado pelo telescópio Gemini Norte.

O cometa C/2025 K1 (Atlas) passou por um evento dramático após sua aproximação ao Sol, resultando em uma desintegração impressionante que foi registrada pelo telescópio Gemini Norte, situado próximo a um vulcão adormecido nos Estados Unidos. Essa captura de imagens ocorreu no final do ano passado, destacando a fragilidade dos cometas diante da intensa radiação solar.

A trajetória do C/2025 K1

O cometa C/2025 K1 foi descoberto em maio do ano passado pelo Sistema de Alerta Final de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS). Sua trajetória em direção ao Sol não era inédita, pois é comum que cometas façam essa aproximação, mas a situação do C/2025 K1 se tornou crítica após ele passar a apenas 50 milhões de quilômetros da nossa estrela central em 8 de outubro. Neste ponto, a expectativa de sobrevivência era baixa, dada a proximidade ao calor extremo do Sol.

O processo de desintegração

Após essa aproximação, o núcleo do C/2025 K1 começou a desintegrar-se devido ao aquecimento solar, liberando jatos de gás e poeira em um fenômeno chamado desgaseificação. Esse processo, que enfraquece a estrutura do cometa, culminou na fragmentação do corpo celeste. Essa quebra é um exemplo claro de como as forças naturais afetam os cometas em suas jornadas pelo espaço.

O que vem a seguir

Após a desintegração do C/2025 K1, os astrônomos agora têm seus olhos voltados para o cometa C/2026 A1 (MAPS), que foi descoberto em 13 de janeiro pelo Observatório AMACS1, no Deserto do Atacama, no Chile. Este cometa deve chegar ao Sol em 4 de abril, a uma distância de 748 mil quilômetros da superfície solar. Se conseguir sobreviver a essa aproximação, espera-se que sua luminosidade se assemelhe à de Vênus, o que tornaria sua observação ainda mais fascinante para os astrônomos e entusiastas da astronomia.

A desintegração do C/2025 K1 nos lembra da fragilidade desses magníficos corpos celestes e da beleza e complexidade do nosso sistema solar.

Fonte: www.metropoles.com

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