Fenômeno downburst afeta Campina Grande do Sul e região

Análise do impacto e características do fenômeno climático

Tempestade severa provoca danos em Campina Grande do Sul, revelando características do fenômeno downburst.

A ocorrência de fenômenos climáticos severos tem se intensificado nas últimas décadas, o que traz à tona a necessidade de entendê-los e se preparar para suas consequências. Na tarde do dia 17 de janeiro, Campina Grande do Sul, no Paraná, foi atingida por um evento conhecido como downburst, caracterizado por uma microexplosão que originou fortes rajadas de vento e precipitação intensa.

Compreendendo o fenômeno downburst

O downburst é um fenômeno meteorológico que ocorre quando uma corrente de ar fria e intensa desce rapidamente de uma nuvem de tempestade, gerando ventos que podem causar danos significativos em áreas restritas. Segundo especialistas, esse fenômeno pode ser classificado em microbursts, que têm uma extensão inferior a 4 km, e macrobursts, que são mais amplos. O downburst é um fenômeno menos conhecido em comparação com tornados, mas pode ser tão destrutivo quanto, causando danos de forma rápida e concentrada.

O fenômeno foi identificado por meio de análises realizadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que registrou 59,6 mm de chuva em um curto período, com 46 mm caindo em apenas meia hora. Além da precipitação, a tempestade foi acompanhada de uma forte rajada de vento que colapsou o telhado de um conjunto comercial na região, embora não tenha deixado feridos.

Análise da tempestade em Campina Grande do Sul

Após a tempestade, a equipe do Simepar utilizou drones equipados com tecnologia de mapeamento para estudar os danos. O coordenador de operações, Marco Jusevicius, e o gerente de Infraestrutura e Hidrologia, José Eduardo Gonçalves, realizaram um sobrevoo na área afetada, analisando a extensão dos danos e coletando dados para uma melhor compreensão do fenômeno. A análise revelou que não havia indícios de um tornado, reforçando a classificação do evento como um downburst.

O especialista Marcos explicou que o downburst provoca rajadas de vento que se espalham lateralmente, diferentemente dos tornados, que possuem um movimento convergente. Essa diferenciação é crucial em estudos meteorológicos, já que ajuda a entender os padrões de danos causados por fenômenos severos.

Impactos das tempestades na região

Além do incidente em Campina Grande do Sul, outras cidades do Paraná, como Maripá, Manoel Ribas e Quedas do Iguaçu, também enfrentaram tempestades severas, com características semelhantes. Rajadas de vento registradas entre 60 km/h e 70 km/h e volumes de chuva significativos foram observados, resultando em danos a árvores, casas e estruturas comerciais. As análises em locais afetados indicaram que as tempestades foram, em muitos casos, associadas a downdrafts.

A atenção ao clima severo no Paraná é especialmente importante neste período do ano, quando a combinação de altas temperaturas e umidade favorece a formação de tempestades intensas. O Simepar alerta para a importância de monitorar as condições climáticas e de se preparar para possíveis ocorrências, especialmente em áreas vulneráveis a fenômenos climáticos.

Conclusão

A análise detalhada dos eventos climáticos, como o downburst, revela a complexidade da meteorologia e a necessidade de um monitoramento adequado para garantir a segurança das populações. A conscientização sobre esses fenômenos é vital, pois a intensidade e a frequência das tempestades severas estão em ascensão, exigindo que tanto autoridades quanto cidadãos estejam atentos e informados.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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