Pescadores na Baía de Guaratuba seguem firmes durante construção da ponte

Monitoramento garante que a pesca artesanal não foi afetada

Atividades pesqueiras na Baía de Guaratuba continuam sem impactos pela construção da ponte, segundo monitoramento.

As atividades pesqueiras na Baía de Guaratuba seguem em pleno funcionamento, mesmo durante a construção da nova ponte na região. O Subprograma de Monitoramento Socioeconômico e Compensação da Atividade Produtiva Impactada, parte do Plano Básico Ambiental do projeto, revela que grande parte da pesca continua concentrada nas áreas historicamente utilizadas pelas comunidades tradicionais, especialmente para a captura de tainha e camarões.

O Contexto da Pesca Artesanal na Baía de Guaratuba

Ao longo dos anos, a pesca artesanal se consolidou como uma atividade fundamental para a manutenção da cultura e da economia local nas comunidades do litoral paranaense. As áreas de pesca na Baía de Guaratuba são amplamente reconhecidas por sua rica biodiversidade e pela importância das espécies como a tainha e o camarão na vida das famílias que dependem diretamente dessa atividade. O mapeamento espacial realizado pelo subprograma é um dos principais instrumentos de acompanhamento, permitindo a identificação das intensidades de pesca e a origem dos pescadores em cada quadrante mapeado.

O monitoramento foi intensificado entre outubro de 2024 e outubro de 2025, abrangendo 14 portos de desembarque, com 162 datas de amostragem e centenas de formulários preenchidos pelos pescadores. Essa abordagem garantiu uma cobertura abrangente dos principais pontos de pesca, assegurando uma análise contínua e detalhada das atividades pesqueiras na área.

Resultados do Monitoramento e sua Importância

Os resultados do monitoramento são encorajadores. Comparando os dados recentes com séries históricas do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP), que coleta informações desde 2016, não foram observados impactos negativos significativos na atividade pesqueira devido à construção da ponte. A análise estatística indicou que as oscilações nos desembarques de espécies como tainha, camarão sete-barbas e camarão-branco estão dentro da variabilidade esperada e estão intimamente ligadas a fatores sazonais, em vez de alterações provocadas pelas obras.

O coordenador ambiental do Consórcio Supervisor da Ponte de Guaratuba, Robson do Valle, destaca que o monitoramento foi uma decisão proativa, resultante de diálogos com as comunidades locais. Apesar de não haver um impacto previsto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a implementação do subprograma visa assegurar transparência e rigor técnico, permitindo a rápida identificação de qualquer alteração que possa ocorrer.

O Futuro da Pesca e da Construção

Além do monitoramento da pesca, um programa paralelo analisa a qualidade da água e dos sedimentos na região. Com 95% dos parâmetros analisados dentro dos limites legais, a qualidade ambiental continua a ser uma prioridade. Os dados revelam que as variações na qualidade da água já estavam presentes antes do início das obras, não vinculadas diretamente às atividades da construção da ponte.

Essa abordagem integrada não só fortalece a pesca artesanal, mas também garante a proteção ambiental, essencial para a sustentabilidade das comunidades tradicionais. À medida que as obras avançam, o compromisso com o monitoramento contínuo e a adaptação de medidas compensatórias se mantêm, assegurando que a riqueza cultural e econômica da Baía de Guaratuba continue a prosperar.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: