Gustavo Bicho, diretor regional de operações da Inspira Rede de Educadores, fala sobre a metodologia aplicada nas escolas que têm ganhado projeção internacional
O reconhecimento internacional conquistado pelo Centro Educacional Primeiro Mundo (PA), entre as finalistas do World’s Best School Prizes 2026 reforça uma tendência observada na educação mundial: escolas têm sido avaliadas não apenas pelo desempenho acadêmico, mas também pela capacidade de desenvolver soluções inovadoras, respeitar as características locais e preparar os estudantes para os desafios de um cenário em constante transformação. Além da Primeiro Mundo, outras três escolas estão na disputa: Escola Municipal GET IV Centenário (RJ), Escola Baniwa Kalipana (AM) e Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf (MT).
Considerada uma das principais premiações internacionais da educação, a iniciativa valoriza instituições que apresentam impacto mensurável em áreas como inovação pedagógica, desenvolvimento de competências socioemocionais, participação da comunidade escolar, inclusão e formação cidadã. Segundo Gustavo Bicho, diretor regional de Operações da Inspira, o reconhecimento internacional resulta de um conjunto de práticas pedagógicas estruturadas ao longo dos anos.
“A educação mundial passou a olhar para escolas capazes de gerar impacto real em suas comunidades. Não basta apresentar bons indicadores acadêmicos. É preciso demonstrar como a aprendizagem transforma a vida dos estudantes, respeita o contexto local e prepara crianças e jovens para um mundo cada vez mais complexo.”
De acordo com ele, a metodologia adotada pela escola combina acompanhamento individualizado da aprendizagem, incentivo ao protagonismo estudantil, desenvolvimento socioemocional e formação continuada dos professores.
“Hoje, inovação na educação significa criar experiências de aprendizagem relevantes, utilizar dados para apoiar decisões pedagógicas e construir ambientes onde os alunos desenvolvam autonomia, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas.”
Outro aspecto observado pelas premiações internacionais é a capacidade das escolas de adaptar boas práticas globais à realidade de cada território.
“Cada vez mais vemos iniciativas brasileiras sendo reconhecidas justamente porque conseguem aliar excelência acadêmica às demandas específicas de suas comunidades. A identidade local deixou de ser uma barreira e passou a ser um diferencial competitivo.”
A crescente presença de instituições brasileiras em rankings e premiações internacionais também evidencia a evolução da educação nacional em temas como gestão escolar, inovação e impacto social. Bicho explica o que significa estar entre as melhores do mundo.
“Estar entre os melhores do mundo no World’s Best School Prizes reflete o propósito de perpetuar e evoluir o legado da educação no Brasil. Esse reconhecimento é resultado de um compromisso permanente com as realidades locais. Caminhamos ao lado de instituições como o Centro Educacional Primeiro Mundo, que conciliam tradição, identidade cultural e excelência pedagógica. O prêmio demonstra que a força da nossa atuação está justamente na riqueza de cada região e reforça o compromisso com a melhoria contínua dos resultados educacionais.
Ainda segundo Gustavo Bicho, algumas práticas fortalecem o desempenho para se atingir esses objetivos:
“Nossa metodologia está baseada em um ecossistema de desenvolvimento integral do estudante. Oferecemos mentoria individualizada para internacionalização por meio do programa “Go Global”, estimulamos a participação em olimpíadas do conhecimento e contamos com uma área de performance que acompanha a aprendizagem em tempo real. Com indicadores precisos, identificamos lacunas pedagógicas e estruturamos planos de ação que envolvem intervenções direcionadas, formação contínua de professores e simulados nacionais. Todo esse trabalho é integrado a um sólido projeto de desenvolvimento sócio emocional, preparando os estudantes para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação.