Índice de Percepção da Corrupção revela situação alarmante
O Brasil se mantém na 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção de 2025, refletindo uma crise persistente.
O recente relatório da Transparência Internacional, divulgado em 10 de janeiro de 2026, revela que o Brasil ocupa a 107ª posição entre os 182 países e territórios avaliados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025. Essa colocação reflete uma continuidade de um cenário crítico, sendo a segunda pior nota do Brasil em toda a série histórica do indicador. Com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, o país permanece em uma situação alarmante, abaixo da média global e da média dos países das Américas, ambas em 42 pontos.
Contexto do Índice de Percepção da Corrupção
O IPC é considerado o principal indicador mundial que avalia a corrupção no setor público, baseado na percepção de especialistas, pesquisadores e executivos. Este índice é calculado a partir da análise de até 13 fontes independentes, resultando em uma pontuação que reflete a confiança na integridade das instituições públicas. A posição do Brasil é especialmente preocupante, pois, além de sua baixa pontuação, o país encontra-se próximo de nações como o Sri Lanka, que também tem 35 pontos, e atrás de Argentina, Belize e Ucrânia, que obtiveram 36.
A metodologia do IPC leva em consideração práticas corruptas e os mecanismos de prevenção existentes em cada país, o que torna o resultado ainda mais contundente. O fato de que o Brasil permaneceu com uma pontuação idêntica à de anos anteriores, mesmo com um pequeno aumento de um ponto, não é suficiente para indicar progresso significativo, conforme afirmado pela própria Transparência Internacional.
Detalhes do Relatório
O relatório destaca a ocorrência de escândalos de corrupção de grande escala ao longo do último ano, incluindo investigações sobre desvios de emendas parlamentares e fraudes previdenciárias. Um dos casos mais impactantes citados é o da maior fraude bancária da história do Brasil, relacionada ao Banco Master. Embora haja menção a avanços pontuais, como o uso ampliado de inteligência financeira no combate à lavagem de dinheiro, a resposta do governo é criticada por sua lentidão e por ser politicamente controversa, especialmente em casos como o do INSS.
Além disso, o documento expõe a necessidade de uma agenda consistente para enfrentar a corrupção, com melhorias na coordenação institucional e no fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência. A entidade recomenda uma série de ações aos poderes da República, como a investigação de indícios de corrupção na distribuição de emendas parlamentares e a implementação de critérios técnicos e objetivos em processos de leniência.
Consequências e Impactos no Futuro
O panorama atual destaca uma urgência em se implementar mudanças significativas na abordagem do Brasil em relação à corrupção. A permanência em uma posição tão desfavorável no ranking de corrupção não só compromete a imagem do país no cenário internacional, como também afeta diretamente a confiança da população nas instituições públicas. A impunidade e a frequência de escândalos corroem a credibilidade governamental e podem resultar em um clima de instabilidade política.
Nos próximos anos, é crucial que a sociedade civil, o Congresso e o Executivo colaborem para restabelecer a integridade e a transparência nas instituições. O fortalecimento dos órgãos de controle e a promoção de uma cultura de responsabilidade são passos essenciais para mudar essa realidade e garantir que o Brasil não permaneça nesse ciclo de corrupção sistemática.
Conclusão
A manutenção do Brasil na 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção é um alerta para todos os segmentos da sociedade. As recomendações de organizações como a Transparência Internacional devem ser levadas a sério e implementadas com urgência, pois a luta contra a corrupção é fundamental para a construção de um país mais justo e transparente.
Fonte: www.metropoles.com