Explosões de powerbanks acendem alerta para segurança na aviação.
Explosões de baterias em voos levantam preocupações sobre segurança e regulamentações da Anac.
Uma viagem doméstica de avião virou um susto no início do ano, resultando em atendimento médico para três pessoas. O voo LA3581 da Latam, que saiu de São Paulo com destino a Brasília, precisou fazer um pouso de emergência em Ribeirão Preto (SP) após a explosão de uma bateria portátil (powerbank) dentro da aeronave. Incidentes como esse levantam discussões sobre a segurança no transporte de baterias durante voos.
Histórico de Incidentes com Baterias Portáteis
Casos de baterias pegando fogo em aeronaves não são novidade. Em 2025, a Coreia do Sul apertou suas regras de transporte de powerbanks após um incidente similar, obrigando que esses dispositivos sejam transportados apenas junto ao passageiro, ao invés de nos compartimentos superiores da cabine. Essa mudança foi motivada pela necessidade de evitar incêndios em áreas de difícil acesso durante o voo.
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já implementa diversas exigências para mitigar os riscos associados ao transporte de eletrônicos. Apesar dessas normas, acidentes ainda acontecem, o que evidencia a necessidade de vigilância contínua e de melhorias nas regulamentações.
Os especialistas esclarecem que a probabilidade de uma bateria pegar fogo é semelhante tanto em solo quanto em voo. Os principais fatores que podem induzir um incêndio incluem choques físicos e variações bruscas de temperatura, que podem ocorrer em qualquer ambiente. No entanto, o combate a um incêndio em pleno voo é significativamente mais desafiador. Por isso, a Anac proíbe o despacho de eletrônicos com baterias para garantir uma resposta rápida em caso de emergência.
Regras da Anac para Transporte de Baterias
A Anac estabelece diretrizes específicas para baterias de lítio, comumente encontradas em celulares, notebooks e powerbanks:
Baterias de até 100 Wh são permitidas;
Para baterias entre 100 Wh e 160 Wh, é necessária aprovação prévia da companhia aérea;
- Os aparelhos devem estar protegidos individualmente, preferencialmente na embalagem original ou com terminais isolados.
As baterias de níquel-hidreto metálico, como pilhas comuns, podem ser transportadas tanto na bagagem de mão quanto despachadas. Contudo, existem exceções, como o MacBook Pro de 15 polegadas, fabricado entre 2015 e 2017, que foi banido após a Apple identificar falhas na bateria de lítio desse modelo.
Consequências e Recomendações
A Anac recomenda enfaticamente que equipamentos com defeitos não sejam despachados no porão da aeronave nem transportados a bordo, devido aos riscos que representam para a segurança operacional. Essa orientação visa proteger não apenas os passageiros, mas também a tripulação e a integridade das aeronaves durante os voos.
A lista completa de itens permitidos e proibidos está disponível no site da Anac, destacando a importância de os passageiros estarem informados sobre as regras a fim de garantir a segurança de todos. A contínua vigilância e a educação sobre os riscos associados ao transporte de eletrônicos são cruciais para evitar novos incidentes e garantir viagens mais seguras.
Fonte: www.moneytimes.com.br