Empresária teve que deixar a sessão após passar mal no Senado.
Ingrid Pikinskeni Morais Santos, depoente da CPMI do INSS, passou mal e deixou audiência após crise de ansiedade.
A audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no dia 23 de janeiro de 2026, marcada por um momento tenso, viu a empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos deixar o recinto após sofrer uma crise de ansiedade. A situação ocorreu durante os questionamentos sobre seu envolvimento em fraudes relacionadas a recursos do INSS, o que gerou uma atmosfera de pressão intensa e culminou na suspensão da sessão por 15 minutos.
Contexto da CPMI do INSS
A CPMI do INSS foi instaurada para investigar uma série de denúncias relacionadas a fraudes que envolvem associações de aposentados e pensionistas. O escândalo, que teve suas primeiras revelações em dezembro de 2023, expôs um esquema de desvio de verbas e manipulação de filiações. A investigação não apenas chamou a atenção da mídia, mas também resultou em um inquérito da Polícia Federal (PF).
As reportagens iniciais indicaram que as associações estavam arrecadando quantias exorbitantes, chegando a R$ 2 bilhões em um ano. Este aumento na arrecadação se deu em meio a milhares de processos judiciais contra essas organizações, que alegadamente fraudavam as filiações de segurados. A CPMI busca esclarecer a extensão desse esquema e responsabilizar os envolvidos.
O Incidente Durante a Audiência
Ingrid Morais Santos, sócia e esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, um dos principais investigados na operação, negou qualquer conhecimento sobre as irregularidades associadas ao marido. Durante seu depoimento, sua condição emocional se deteriorou, resultando em uma gagueira evidente e na necessidade de avaliação médica. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), foi obrigado a interromper a audiência.
Após ser atendida, Ingrid foi liberada, mas a situação gerou um debate sobre a pressão psicológica que os depoentes enfrentam em investigações de grande repercussão. O público assistiu a um momento que destacou não apenas o drama pessoal de uma mulher em meio a um escândalo, mas também as complexidades emocionais que envolvem tais situações.
Consequências do Escândalo
O caso da CPMI do INSS tem se desdobrado de maneiras significativas. A pressão sobre os envolvidos, como Ingrid, e as repercussões legais para figuras de destaque, como o ex-presidente do INSS e o ministro da Previdência, são apenas algumas das consequências imediatas. Além disso, a sociedade está cada vez mais ciente do impacto das fraudes no sistema previdenciário, que afeta diretamente milhões de brasileiros.
A operação que se seguiu a essas investigações, chamada Operação Sem Desconto, resultou em demissões e uma renovação de chamadas à responsabilidade no sistema de previdência. Com o desfecho da audiência de Ingrid, resta saber como os desdobramentos continuarão a influenciar a política e a percepção pública sobre a integridade das instituições.
Conclusão
A crise de ansiedade de Ingrid Pikinskeni Morais Santos durante a CPMI do INSS serve como um lembrete da carga emocional e legal que testemunhas e depoentes enfrentam nesse tipo de investigação. À medida que o caso evolui, a sociedade observa atentamente, aguardando não apenas respostas, mas também mudanças estruturais que possam evitar futuras fraudes e promover uma maior transparência no sistema previdenciário.
Fonte: www.metropoles.com