Motta defende reajuste de servidores e critica percepções errôneas

Presidente da Câmara diz que aumento não é 'trem da alegria'

Hugo Motta, presidente da Câmara, defende reajuste de salários e refuta críticas sobre aumento ser 'trem da alegria'.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez declarações contundentes nesta terça-feira (10/02) sobre o projeto que determina o reajuste dos salários dos servidores do Legislativo, aprovado recentemente. Ele refutou as críticas recebidas, afirmando que o aumento não foi um ‘trem da alegria’, mas sim uma medida responsável e necessária. Motta argumentou que houve uma má interpretação por parte da sociedade sobre o impacto real do reajuste.

A natureza do reajuste salarial e suas implicações

O reajuste em questão afeta um número limitado de servidores, com apenas 72 pessoas se beneficiando de pagamentos que possam ultrapassar o teto estabelecido pela legislação. Este teto é balizado pelo salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente na casa dos R$ 46 mil. O conceito de ‘extrateto’ refere-se a salários que excedem esse valor, prática que já existe em outros poderes, mas que é nova na Câmara. Motta destacou que a proposta de Reforma Administrativa prevê a possibilidade de até 5% dos servidores de uma instituição terem tratamento diferenciado, mas enfatizou que sua aplicação foi controlada e limitada.

O impacto financeiro do aumento

Durante um evento do BTG Pactual em São Paulo, o presidente da Câmara fez uma exposição sobre os detalhes do reajuste, explicando que a proposta não apenas eleva os salários básicos, mas também reformula gratificações. Um dos pontos controversos é a criação de uma nova gratificação, a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que poderá permitir que salários ultrapassem o teto do funcionalismo público. Além disso, a extinção da gratificação por representação (GR) para novos servidores é uma medida que também precisa ser considerada na equação financeira.

Consequências e reações ao reajuste

Apesar da resistência e críticas, Motta acredita que o reajuste não comprometerá o orçamento da Câmara. Ele garantiu que, mesmo com os aumentos salariais, a previsão é de que a Câmara devolverá mais de R$ 700 milhões aos cofres públicos ao final de 2026. Essa promessa de retorno financeiro é um ponto essencial na argumentação de Motta, que defende que o aumento é uma forma de valorizar o trabalho dos servidores que exercem funções de alta responsabilidade.

Conclusão

Em suma, as declarações de Hugo Motta refletem a complexidade da discussão sobre reajustes salariais no serviço público. A defesa do presidente da Câmara traz à tona questões importantes sobre a responsabilidade administrativa e a percepção da sociedade sobre as práticas do legislativo. Enquanto o debate prossegue, a expectativa é que a implementação desse reajuste seja acompanhada de perto, para assegurar que não haja desvios que possam comprometer a confiança pública nas instituições.

Fonte: www.metropoles.com

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: