Haddad provoca mercado com recordes do Ibovespa e queda do dólar

Ministro da Fazenda destaca legado e reformas em conferência do BTG Pactual

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, analisa o atual cenário econômico em conferência.

O cenário econômico brasileiro apresenta nuances positivas, com o Ibovespa alcançando recordes históricos e o dólar em queda. Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, ressaltou esses pontos em sua fala na CEO Conference 2026, promovida pelo BTG Pactual, provocando o mercado ao afirmar que “quem não acreditou, perdeu dinheiro”. Para ele, a reação inicial negativa à sua indicação para a pasta, há cerca de três anos, se mostrou infundada, especialmente considerando a trajetória ascendente do índice da bolsa.

O contexto do Ibovespa e a desvalorização do dólar

Nos últimos anos, o Ibovespa se aproximou da marca de 190 mil pontos, uma conquista que reflete uma recuperação significativa após períodos de instabilidade. Haddad apontou que muitos investidores, que se desmobilizaram e venderam suas ações, agora se arrependem de suas decisões. Essa mudança de cenário é impulsionada não apenas pela confiança renovada no governo, mas também por fatores externos que favorecem a economia brasileira.

Além disso, a desvalorização do dólar, que atualmente é cotado a R$ 5,20, contribui para que produtos importados fiquem mais acessíveis e potencialmente aumentem o consumo interno. A combinação desses fatores tem gerado expectativas otimistas entre os investidores, mesmo que a recomendação de nomes como Guilherme Mello para o Banco Central tenha gerado questionamentos sobre a política monetária futura.

As mudanças e o legado de Haddad

Em sua análise, Haddad não se esquivou de discutir a agenda de reformas estruturais que considera crucial para o futuro do Brasil. Ele enfatizou a necessidade de uma reforma tributária abrangente, alegando que o Brasil possui um dos piores sistemas tributários do mundo, mas com as mudanças propostas, poderá se tornar um dos melhores. Essa reforma é vista como uma das suas principais contribuições ao país, potencialmente posicionando o Brasil como um destino mais atrativo para investimentos estrangeiros.

Durante sua gestão, Haddad também se deparou com críticas em relação à trajetória da dívida pública, que se aproxima dos 80% do PIB. Ele reconheceu a pressão do mercado, mas defendeu que a gestão das finanças públicas exige um equilíbrio entre várias demandas e que nem todos os setores podem ser atendidos simultaneamente.

O futuro da política econômica no Brasil

As declarações de Haddad na conferência refletem um momento de transição, com o ministro se preparando para deixar o cargo para apoiar a reeleição do presidente Lula. Ele fez um balanço de seu tempo à frente do ministério e destacou a importância de sua agenda de reformas e de um diálogo aberto com o setor regulado para evitar fraudes e garantir a saúde do sistema financeiro.

A autonomia do Banco Central também foi tema de sua fala, abordando as críticas recebidas de diferentes setores políticos e sua posição em relação à gestão atual. Haddad se mostrou confiante de que, apesar das dificuldades, a trajetória econômica do Brasil está se consolidando em uma direção positiva.

A conferência organizada pelo BTG Pactual, onde Haddad teve a oportunidade de dialogar com investidores e empresários, evidencia a crescente expectativa em torno da política econômica do país e como as próximas gestões poderão continuar o trabalho iniciado por ele. Com um cenário de otimismo, Haddad espera que a reforma tributária, junto com outras iniciativas, tragam resultados concretos para a economia brasileira.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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