Medidas visam garantir a liquidez do fundo até o fim do primeiro trimestre.
FGC aprova plano para cobrir rombo de R$ 55 bilhões do Banco Master, buscando garantir caixa em 2026.
O fundo adotou medidas para garantir a liquidez do sistema financeiro
O conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou a aprovação de um plano emergencial para sanar um rombo estimado em R$ 55 bilhões gerado pela liquidação do Banco Master. Essa ação foi confirmada pelo jornal Valor Econômico e pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real.
Contexto da liquidação do Banco Master
A liquidação do Banco Master, que ocorreu em um cenário complexo do sistema financeiro brasileiro, acendeu um alerta sobre a saúde das instituições de médio porte. O FGC, que tem como função proteger os depositantes em caso de falência de bancos, se viu diante de um desafio sem precedentes. Para enfrentá-lo, o fundo precisa garantir que, até o final do primeiro trimestre de 2026, tenha um caixa líquido que reflita o risco atual do sistema.
Para isso, os bancos participantes do fundo planejam antecipar o equivalente a cinco anos de contribuições futuras, que será dividido em três parcelas mensais. Em 2027 e 2028, haverá mais uma antecipação de 12 meses de repasses, totalizando sete anos de contribuições adiantadas. Além disso, está previsto um aumento extraordinário de 30% a 60% nos valores mensais pagos pelas instituições ao FGC, que se estenderá por pelo menos 60 meses.
Mensalidade e regras atuais
Atualmente, as instituições associadas ao FGC contribuem mensalmente com 0,01% do total de seus instrumentos financeiros garantidos. Para os Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), a alíquota varia entre 0,02% e 0,03%, dependendo da forma de alienação de recebíveis. Esta reestruturação financeira é essencial não apenas para cobrir o déficit gerado pela liquidação do Banco Master, mas também para reinstituir a confiança no fundo.
Adicionalmente, uma proposta está sendo discutida no setor financeiro para destinar recursos do compulsório de depósitos à vista para a recuperação da liquidez do FGC. No entanto, essa medida ainda depende da autorização do Banco Central, que não se manifestou até o momento.
Reuniões e reformas necessárias
A necessidade de recompor a liquidez do FGC é vista como uma etapa fundamental antes de os bancos iniciarem discussões sobre uma reforma nas normas que regem o fundo. O cenário atual, evidenciado pela crise do Banco Master, reforçou a urgência de fortalecer a credibilidade do FGC. Este fundo é um instrumento vital para a sustentabilidade das instituições financeiras de médio porte, e sua função primordial tem sido questionada.
Nos últimos três anos, o FGC já havia alertado o Banco Central sobre práticas questionáveis do Banco Master. Esses alertas, no entanto, não evitaram a falência do banco, o que acendeu um debate sobre a necessidade de aprimorar a supervisão e a regulamentação das instituições financeiras associadas. Uma proposta emergente é a de responsabilizar os bancos que adotam gestões de risco inadequadas, especialmente aqueles que investem em ativos com baixa liquidez.
Conclusão
O plano emergencial do FGC representa uma resposta proativa ao rombo gerado pela liquidação do Banco Master, mas também levanta questões sobre a adequação das normas de supervisão do sistema financeiro brasileiro. As próximas etapas do debate sobre a reforma normativa provavelmente ocorrerão após a estabilização do fundo, quando as instituições poderão discutir com mais clareza a implementação de medidas que visem prevenir futuras crises. É um momento crítico para o setor bancário, onde a necessidade de confiança e transparência é mais intensa do que nunca.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Money Times