Confusão entre advogados atrasa investigação sobre a morte de Juliana Faustino Bassetto
Delegado explica que confusão entre advogados atrasa investigações sobre a morte de professora em piscina.
A morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, durante uma aula de natação na C4 Gym, em São Paulo, trouxe à tona não apenas uma tragédia pessoal, mas também um cenário complexo de impasses legais que estão atrasando a investigação. O delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, revelou que a Polícia Civil enfrenta sérias dificuldades para ouvir os sócios da academia.
Dificuldades enfrentadas pela investigação
O delegado informou que, desde o início do caso, advogados têm se apresentado como representantes dos proprietários da academia. No entanto, esses profissionais não têm formalizado a defesa nem garantido a presença dos clientes na delegacia. “Desde domingo, vêm advogados dizendo que representam, depois não representam mais, depois voltam a representar e afirmam que vão colaborar com a investigação”, comentou Bento, demonstrando a frustração diante da falta de compromisso dos representantes legais.
Isso tem dificultado o andamento da investigação, que aguarda a formalização da representação legal para proceder com as oitivas. Bento explicou: “Estamos aguardando a comprovação, a formalização da representação e a declaração de que determinada pessoa será o defensor deles, além da definição de uma data para estabelecermos a oitiva, mas ainda não tive retorno”.
O impacto das declarações do manobrista
Neste cenário, a polícia continua sua investigação com base nos depoimentos já coletados, incluindo o do manobrista Severino, que relatou seguir orientações distantes sobre o uso de produtos químicos na piscina. A dinâmica da piscina e a eventual responsabilidade dos sócios da academia tornam-se, assim, o foco da investigação, à medida que detalhes sobre a segurança e a manutenção do local são explorados.
Consequências e a busca por respostas
O que se observa nesse caso é um reflexo das complicações legais que podem surgir em situações de tragédia. A falta de comunicação clara e a atuação de advogados que não formalizam suas representações contribuem para um cenário em que a justiça se vê comprometida. A comunidade espera por respostas, enquanto a investigação prossegue em ritmo lento, dependendo da colaboração dos envolvidos.
Conclusão
As dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil no caso da morte da professora Juliana Faustino Bassetto ressaltam a importância da clareza e da responsabilidade na comunicação entre os representantes legais e as autoridades. A sociedade aguarda um desfecho que não apenas elucide as circunstâncias da tragédia, mas que também promova a justiça para a vítima e sua família.
Fonte: portalleodias.com