Madrasta condenada a 17 anos por lançar enteado do 4º andar

Caso chocante em Alagoas levanta questões sobre violência familiar

Adriana Ferreira da Silva foi condenada por tentativa de homicídio qualificado após lançar seu enteado de 6 anos do quarto andar.

A condenação de Adriana Ferreira da Silva, ocorrida em fevereiro de 2026, destaca um triste capítulo da violência familiar no Brasil. A Justiça de Alagoas decidiu que a ré cumprirá 17 anos, dois meses e sete dias de prisão por tentativa de homicídio qualificado contra seu enteado de apenas 6 anos. O crime, que ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2022, em Maceió, se deu em meio a uma discussão entre Adriana e seu companheiro, pai da criança, em um ambiente de consumo de álcool.

Contexto da Violência Familiar

A violência doméstica é um problema estrutural no Brasil, onde muitas vítimas, especialmente crianças, permanecem vulneráveis dentro de seus próprios lares. O caso de Adriana ilustra a gravidade da situação. A agressão foi não apenas física, mas também emocional, uma vez que a criança foi arremessada de uma altura significativa enquanto dormia. Este tipo de crime não é um ato isolado, mas sim parte de um padrão mais amplo de violência que afeta famílias no país. No Brasil, dados alarmantes mostram que, a cada dia, inúmeras denúncias de abusos são registadas, revelando a fragilidade das políticas de proteção existentes.

Detalhes do Crime

Durante o julgamento, testemunhas relataram que, após uma discussão entre o casal, Adriana lançou o menino pela janela do quarto andar. O pai da vítima, que assistiu ao ocorrido em vídeo durante o júri, relatou a frase “ele vai morrer agora” antes da queda. Inicialmente, pensou que roupas haviam sido jogadas, mas rapidamente percebeu que seu filho não estava mais no quarto. Vizinhos ouviram gritos e encontraram a criança desacordada e sem respirar.

A promotoria apresentou laudos médicos que confirmaram lesões significativas, como traumatismo craniano leve e pneumotórax, que evidenciam o risco de morte. A perícia concluiu que a criança foi colocada intencionalmente na janela antes de ser lançada, e o juiz reconheceu a ação como motivada por vingança, evidenciando a torpeza da atitude de Adriana.

Implicações e Consequências

As repercussões deste caso vão além da condenação de Adriana. Ele traz à tona discussões essenciais sobre a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir a violência doméstica e proteger crianças em situações vulneráveis. A sociedade precisa refletir sobre como esses crimes podem ser prevenidos e quais mecanismos de apoio são necessários para vítimas de violência. A condenação serve como um alerta, mas a verdadeira mudança requer ações coordenadas entre governo, sociedade civil e instituições de proteção à infância.

Conclusão

Com a pena de 17 anos e 2 meses, a Justiça busca não apenas punir a ré, mas também enviar uma mensagem clara sobre a intolerância a atos de violência contra crianças. O caso de Adriana Ferreira da Silva é um lembrete doloroso da necessidade de um olhar atento e comprometido para com a proteção das crianças no Brasil, uma ação que deve ser contínua e integrada em todas as esferas da sociedade.

Fonte: www.metropoles.com

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