Fundo imobiliário pauta aquisição de FII e mudanças no regulamento

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PMLL11 convoca cotistas para assembleia com propostas significativas

PMLL11 convoca assembleia para discutir compra de FII e mudanças no regulamento, em meio à queda do IFIX.

O fundo imobiliário Pátria Malls (PMLL11) convocou seus cotistas para uma assembleia geral extraordinária (AGE) com uma pauta abrangente, que inclui a proposta para a aquisição da totalidade das cotas do RBR Malls, atualmente sob a posse do RBR Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11), pelo valor patrimonial. Essa proposta representa um movimento estratégico do PMLL11, que busca diversificar seus ativos e potencializar seus resultados financeiros.

Contexto da proposta de aquisição

Adicionalmente, o pagamento pela compra pode ser realizado em dinheiro ou por meio da subscrição de novas cotas do próprio fundo, possibilitando, assim, uma compensação de créditos. Caso a AGE seja aprovada, o PMLL11 passará a deter cotas do RBR Malls, enquanto os investidores deste último terão cotas do PMLL11, criando uma estrutura de troca que poderá beneficiar ambas as partes ao ampliar as possibilidades de retorno.

Atualmente, o RBR Malls possui participação em três shopping centers, com valor patrimonial estimado em aproximadamente R$ 389 milhões. Este movimento pode ser visto como uma resposta a um cenário onde FIIs enfrentam desafios no mercado, especialmente em meio a um IFIX que tem demonstrado uma tendência de queda.

Mudanças no regulamento e flexibilidade de gestão

Outro ponto significativo da assembleia será a discussão sobre a possibilidade de o PMLL11 investir em ativos considerados conflitados, incluindo cotas e valores mobiliários de veículos geridos pelo próprio Pátria ou por partes relacionadas. Essas operações estariam limitadas a até 25% do patrimônio líquido do fundo, condicionadas a critérios de compatibilidade com a política de investimento e a reversão de eventuais taxas.

A AGE também irá deliberar sobre alterações no regulamento, que visam aumentar a flexibilidade de gestão do fundo. Entre as mudanças propostas, uma destaca-se: novas emissões de cotas poderiam ser aprovadas diretamente pelo gestor, eliminando a necessidade de assembleia específica, desde que respeitado um novo limite máximo de capital autorizado de R$ 30 bilhões. Além disso, será discutida a autorização para a recompra de cotas do próprio fundo no mercado secundário, uma prática que já se mostra comum entre empresas abertas.

Processo de votação e impacto no mercado

Os cotistas poderão participar da votação eletronicamente a partir de 12 de fevereiro de 2026, utilizando a Área do Investidor da B3, através de agentes de custódia ou por envio direto de voto via e-mail. O prazo para a manifestação de votos se encerrará em 9 de março de 2026, e os resultados serão divulgados até o dia seguinte. É importante ressaltar que, para que as propostas sejam aprovadas, é necessário o voto favorável da maioria dos investidores presentes, representando pelo menos 25% das cotas emitidas pelo fundo.

Em um cenário mais amplo, o IFIX aprofundou sua queda e fechou a terça-feira em baixa de 0,25%, somando quedas consecutivas. Apesar de ter registrado uma alta de 1,17% nos últimos 30 dias, o índice acumula uma desvalorização de 0,70% em fevereiro. Os FIIs que se destacaram negativamente incluem o VBI Prime Properties (PVBI11) e o BB Premium Malls (BBIG11), que enfrentam desafios no atual ambiente de mercado. Por outro lado, o Vinci Offices (VINO11) e o Suno FOF (SNFF11) lideraram as altas, mostrando que, apesar das dificuldades, ainda existem oportunidades de valorização no setor.

Com as propostas em pauta na AGE do PMLL11, o mercado de FIIs poderá vivenciar um momento de transformação, que poderá definir importantes rumos para o fundo e seus cotistas ao longo do ano.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: divulgação

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