Armínio Fraga defende meta de queda do endividamento público

Economista critica arcabouço fiscal e sugere ajustes necessários.

Armínio Fraga sugere que o arcabouço fiscal inclua metas de redução do endividamento público.

Armínio Fraga, economista e ex-presidente do Banco Central, apresentou uma crítica contundente ao arcabouço fiscal atual em uma entrevista recente ao jornal Valor Econômico. De acordo com Fraga, a estrutura fiscal aprovada pelo governo Lula carece de ambição e deveria incluir metas claras para a redução do endividamento público. Ele argumenta que essa mudança é essencial para aliviar a pressão sobre as taxas de juros e promover uma maior flexibilidade econômica.

A Necessidade de um Ajuste Fiscal

Fraga aponta que a atual meta de resultado primário é modesta e frequentemente não é cumprida, o que agrava a situação do endividamento. Ele sugere que o governo deve repensar os limites impostos aos gastos, estabelecendo um objetivo mais adequado para o equilíbrio fiscal. O economista enfatiza que a falta de uma meta de queda do endividamento contribui para a alta dos juros, criando um ciclo vicioso de endividamento crescente.

Desafios do Sistema Atual

O ex-presidente do Banco Central também critica a forma como as contas públicas vêm sendo geridas, destacando a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os gastos. Fraga menciona que a Previdência é uma área crítica, onde os gastos estão em ascensão, e propõe uma nova reforma que possa reverter essa tendência. Ele acredita que ajustes no sistema previdenciário são fundamentais para evitar que os gastos com a Previdência representem uma carga insustentável no futuro.

Propostas para a Reestruturação Fiscal

Em sua análise, Fraga delineia quatro áreas prioritárias para a revisão das despesas: a reforma da Previdência, a reavaliação dos gastos tributários, a gestão de despesas correntes e a reforma do Estado. Ele argumenta que uma revisão sistemática dos gastos do governo é necessária para garantir que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e eficaz. Fraga é enfático ao afirmar que não se deve reduzir os gastos constitucionais com saúde e educação, mas sim melhorar a gestão desses recursos.

Conclusão

A abordagem de Armínio Fraga destaca a necessidade de uma reestruturação fiscal abrangente que leve em conta não apenas a redução dos gastos, mas também a melhoria na qualidade do uso dos recursos públicos. As recomendações visam não apenas controlar o endividamento, mas também criar um ambiente econômico que propicie a queda dos juros e, consequentemente, o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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