Depoimento da ex-secretária à comissão do Congresso americano.
Hillary Clinton reafirmou que seu marido, Bill Clinton, não tinha conhecimento sobre os crimes de Jeffrey Epstein durante seu depoimento ao Congresso.
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, prestou depoimento nesta quinta-feira (26) à Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos EUA, assegurando que seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, não tinha conhecimento das atividades criminosas do falecido Jeffrey Epstein. Hillary enfatizou que possui “100% de certeza” sobre a inocência de Bill, apesar de suas aparições em fotos ao lado de Epstein. Ela desafiou os legisladores a interrogarem o atual presidente, Donald Trump, sobre seus próprios laços com o financista.
Contexto e implicações do caso Epstein
Jeffrey Epstein, um ex-financista bilionário, foi acusado de criar uma rede de exploração sexual envolvendo menores de idade, com denúncias que datam dos anos 90. O caso ganhou visibilidade após investigações que começaram em 2005, culminando em um acordo judicial em 2008, onde Epstein admitiu algumas acusações, servindo apenas um ano de prisão em regime especial. O escândalo ressurgiu em 2019, quando ele foi preso novamente por tráfico sexual, mas morreu sob circunstâncias controversas na prisão, com a autópsia concluindo que foi suicídio.
As alegações e a notoriedade em torno desse caso têm implicações profundas na política americana, especialmente envolvendo figuras proeminentes como Hillary e Bill Clinton, que frequentemente são alvo de especulações devido às suas associações passadas com Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.
Detalhes do depoimento e as reações
Durante seu depoimento, Hillary Clinton enfrentou os legisladores de forma confiante, reafirmando que não tem informações sobre as atividades criminosas de Epstein ou de Maxwell, que também foi associada ao escândalo. O depoimento, que durou mais de seis horas, chamou a atenção pela insistência de Hillary na transparência do processo, solicitando que o vídeo da audiência fosse divulgado para o público. Ela também se recusou a especular sobre rumores envolvendo seu marido e outras mulheres, mesmo quando pressionada.
O deputado Robert Garcia, membro da comissão e do Partido Democrata, elogiou a disposição de Hillary em cooperar com a investigação, ressaltando que ela não invocou a Quinta Emenda durante o interrogatório. Mais importantes, os legisladores da comissão têm criticado a condução do processo, sugerindo que ele foi permeado por motivações políticas.
O futuro das investigações e seus impactos
Enquanto o depoimento de Bill Clinton está agendado para esta sexta-feira (27), a expectativa é alta em relação ao que ele irá dizer sobre sua relação com Epstein e as alegações de crimes sexuais. Observadores políticos alertam que esse caso pode afetar a percepção pública sobre outras figuras políticas, especialmente considerando as complexas interações entre poder, influência e corrupção nos Estados Unidos.
O depoimento de Hillary e o próximo de Bill podem ter repercussões não apenas para eles, mas também para o Partido Democrata, que enfrenta um clima político tenso em um ano de eleição. Esses eventos ressaltam a importância de se esclarecer os vínculos entre figuras públicas e ações criminosas, à medida que se busca promover a justiça e a responsabilidade em todos os níveis de governo.
Fonte: www.metropoles.com