Pesquisadoras do Simepar lideram iniciativas ambientais no Paraná

O papel das mulheres na ciência e tecnologia ambiental

Pesquisadoras do Simepar se destacam em projetos de monitoramento ambiental, promovendo a igualdade de gênero na ciência.

A presença feminina nas ciências é um tema de crescente relevância, especialmente em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). No Paraná, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar) se destaca nesse contexto, promovendo não apenas a pesquisa científica, mas também a inclusão das mulheres nesses espaços. Com 36% de sua força de trabalho composta por mulheres, o Simepar é um exemplo de como a diversidade de gênero pode beneficiar a ciência e a sociedade.

O Papel das Mulheres na Pesquisa Científica

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, é uma data importante para refletirmos sobre a participação feminina nas ciências. Instituído pela Unesco, o dia visa promover a igualdade de gênero nas áreas científicas, um valor que o Simepar integra em suas práticas. Atualmente, mais mulheres do que homens ocupam posições de destaque em pesquisa dentro da instituição, um indicativo positivo de mudanças na cultura científica.

Entre as pesquisadoras, destacam-se as atuações nas áreas de Geointeligência e Hidrologia. No setor de Geointeligência, liderado por Elizabete Peixoto, a pesquisadora Leslie Chumbe realiza um estudo inovador sobre a qualidade ambiental do Rio Iguaçu. A pesquisa envolve a análise de sedimentos como arquivos ambientais, utilizando técnicas de geoquímica e biologia molecular para entender como as atividades humanas afetaram a saúde do ecossistema ao longo dos anos.

Inovações em Monitoramento Ambiental

Outra pesquisadora, Andressa Cavassim, está focada em um projeto de mestrado que utiliza imagens de satélite e aprendizado de máquinas para analisar o crescimento das plantações de cana-de-açúcar. Sua pesquisa visa melhorar o monitoramento agrícola, tornando-o mais eficiente por meio da tecnologia, em vez de depender apenas de análises visuais. Essa abordagem não só aprimora as práticas agrícolas, mas também contribui para a formulação de políticas públicas mais eficazes.

Bruna Rezende, também da equipe de Geointeligência, investiga as vazões de pico em bacias rurais. Seus métodos de aprendizagem de máquina ajudam a prever eventos de chuvas intensas, fundamentais para o planejamento da infraestrutura de conservação de água e solo. A aplicação dessas técnicas é crucial para a gestão de recursos hídricos, um tema cada vez mais urgente em face das mudanças climáticas.

Maria Fernanda Dames dos Santos Lima, na área de Hidrologia, trabalha na modelagem hidrológica e na previsão de vazões. Seu estudo integra dados observados e previsões meteorológicas, contribuindo para a gestão de eventos extremos como inundações. A pesquisa de Maria é um exemplo claro de como a ciência pode ser utilizada para mitigar riscos e aumentar a resiliência das comunidades.

O Futuro da Pesquisa e o Impacto das Mudanças Climáticas

As pesquisas realizadas por essas mulheres não só evidenciam a capacidade técnica e científica, mas também ressaltam a importância da inclusão feminina em setores que historicamente foram dominados por homens. Além dos desafios, elas enfrentam a responsabilidade de trazer soluções inovadoras que podem impactar diretamente a qualidade de vida da população.

Os estudos sobre mudanças climáticas e seus impactos na precipitação, conduzidos por Violet Ishak, e o monitoramento de secas, liderado por Karollyn Larissa de Quadros, são exemplos de como a pesquisa pode contribuir para a gestão sustentável dos recursos naturais. Esses projetos não apenas geram conhecimento, mas também ajudam a informar a formulação de políticas públicas que visam a segurança hídrica e a proteção ambiental.

Conclusão

As pesquisadoras do Simepar estão à frente de projetos que não apenas promovem a ciência, mas também avançam em direção à igualdade de gênero nas áreas técnicas. Com suas inovações, elas não apenas contribuem para o entendimento do meio ambiente, mas também exemplificam como a inclusão de mulheres na ciência é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Paraná e do Brasil. O trabalho contínuo dessas profissionais é um passo significativo para um futuro mais equilibrado e sustentável, onde a ciência e a tecnologia serão acessíveis a todos.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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