Cesta básica tem alta em janeiro na maioria das capitais brasileiras

Levantamento da Conab revela aumento significativo nos preços.

Cesta básica sobe em janeiro na maioria das capitais, revela Conab.

O aumento do custo da cesta básica de alimentos em janeiro de 2026 impactou a vida de muitos brasileiros, refletindo desafios econômicos e sociais que persistem em diversas regiões do país. Segundo um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizado em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 24 das 27 capitais brasileiras registraram alta nos preços dos alimentos essenciais. Essa elevação traz à tona questões urgentes sobre o poder de compra da população e a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a inflação alimentar.

Contexto da Cesta Básica no Brasil

O conceito de cesta básica abrange um conjunto de alimentos e produtos considerados essenciais para a alimentação de uma família. A variação nos preços desses itens é influenciada por diversos fatores, incluindo clima, oferta e demanda, além de custos de produção e transporte. Historicamente, o Brasil enfrenta oscilações nos preços alimentares, que podem afetar diretamente a segurança alimentar das famílias, especialmente as de baixa renda. Em janeiro de 2026, os dados mostram que apenas São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) se destacaram com pequenas quedas nos preços, enquanto outras capitais enfrentaram aumentos significativos.

Detalhes sobre os Aumentos

Entre as capitais, os maiores aumentos foram registrados em Manaus, com uma alta de 4,44%, seguindo por Palmas com 3,37% e Rio de Janeiro com 3,22%. A análise da Conab aponta o encarecimento do tomate e do pão francês como os principais responsáveis por essa elevação. A escassez de tomates de qualidade e o aumento nos custos de energia elétrica e da farinha de trigo importada têm pressionado os preços. No entanto, nem todos os itens apresentaram elevações. O leite integral, por exemplo, ficou mais barato em todas as capitais, favorecido por elevados estoques de derivados lácteos. Também houve quedas nos preços do óleo de soja, arroz, café e açúcar, refletindo uma maior oferta e a valorização do real.

Implicações Econômicas e Sociais

O levantamento revela que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.177,57, o que corresponde a 4,43 vezes o piso nacional vigente de R$ 1.621. Apesar da alta nos preços da cesta básica, o comprometimento médio da renda líquida do trabalhador com a compra desses alimentos caiu de 48,49% em dezembro para 46,08% em janeiro. Isso pode indicar uma leve melhora na capacidade de compra, embora o tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta tenha recuado para 93 horas e 47 minutos, o que ainda aponta para uma pressão significativa sobre os orçamentos familiares.

Conclusão

A alta nos preços da cesta básica em janeiro de 2026 expõe a vulnerabilidade econômica de muitas famílias brasileiras e a necessidade de estratégias para garantir a segurança alimentar. As flutuações nos custos dos alimentos essenciais demandam atenção contínua das autoridades e uma reflexão sobre como políticas públicas podem ser implementadas para mitigar os impactos da inflação alimentar, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso a uma alimentação adequada e saudável.

Fonte: www.metropoles.com

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