Foguetório do CV no Amazonas gera apreensão e prisões

Comemorações marcam aniversário da facção e provocam intervenção policial

Foguetório atribuído ao Comando Vermelho assusta Manaus e resulta em prisão de 37 pessoas.

A noite do dia 10 de fevereiro de 2026 ficou marcada em Manaus e em várias cidades do interior do Amazonas pela queima de fogos de artifício, atribuída ao Comando Vermelho (CV). Esta situação gerou preocupação entre os moradores e levou autoridades a uma rápida intervenção. O fenômeno, que durou cerca de 10 minutos, não é um evento isolado, mas sim uma tradição que se repete anualmente na mesma data, simbolizando a celebração da expansão territorial da facção criminosa na região.

O contexto do foguetório no Amazonas

O Comando Vermelho, uma das facções mais influentes do Brasil, tem suas raízes na década de 1970, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, o grupo expandiu suas operações para estados como o Amazonas, onde vem utilizando táticas como foguetórios para afirmar domínio territorial e intimidar tanto a população quanto seus rivais. Esse tipo de comemoração é uma forma de sinalização para as operações do crime, além de representar uma reverência às lideranças da facção. As forças de segurança classificam essas manifestações como uma forma de demonstração de força e controle sobre determinadas áreas.

Detalhes da operação policial

Após o foguetório, as autoridades realizaram uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente mil explosivos e na prisão de 37 indivíduos, incluindo cinco adolescentes. A operação, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, contou com o apoio das polícias Civil e Militar e foi realizada em diversos bairros de Manaus e em municípios como Canutama, Itacoatiara e Humaitá. A estratégia policial foi baseada em informações de inteligência, o que permitiu um cerco eficaz aos envolvidos.

Implicações sociais e futuras reações

A ação das forças de segurança reflete a crescente preocupação com o aumento da violência e das atividades criminosas na região. O foguetório não é apenas uma celebração; é um sinal de que o CV se sente fortalecido e enraizado em áreas onde atua. A resposta das autoridades pode ser vista como um esforço para desmantelar essa estrutura, mas a eficácia a longo prazo dessas operações ainda está em questão. O que se observa é um ciclo contínuo de violência e repressão, que gera um impacto significativo na vida da população local.

Conclusão

O episódio do foguetório no Amazonas evidencia a complexidade da relação entre a criminalidade organizada e as forças de segurança no Brasil. A celebração do Comando Vermelho não apenas representa uma prática ritualística ligada ao tráfico de drogas, mas também uma clara demonstração do poder da facção em um estado onde o combate ao crime ainda enfrenta grandes desafios. A resposta imediata da polícia, embora necessária, deve ser parte de uma estratégia mais ampla e sustentável para enfrentar a crescente influência do crime organizado na região.

Fonte: www.metropoles.com

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