A presença feminina transforma o cenário da polícia científica no estado
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência destaca o papel feminino na Polícia Científica do Paraná.
A presença feminina na Polícia Científica do Paraná (PCIPR) é um aspecto que ganha destaque especialmente em datas simbólicas como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro. Neste contexto, é fundamental reconhecer como as mulheres têm contribuído para a evolução da ciência forense, transformando a maneira como a justiça é servida através da técnica e rigor científico.
O papel das mulheres na Polícia Científica do Paraná
A atuação das profissionais na PCIPR não se limita apenas à realização de análises técnicas. Elas desempenham um papel crucial na construção de um sistema de justiça mais fundamentado em evidências. O diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta, enfatiza que as mulheres são referências em competência e dedicação, tornando-se pilares na produção de provas periciais. Esta abordagem não só melhora a qualidade do trabalho, mas também influencia diretamente na elucidação de crimes, reforçando a importância da diversidade nas equipes de investigação.
Histórias de superação e dedicação
Exemplos de coragem e determinação surgem de profissionais como Isabella Schemiko e Fábia Tomie Tano, que compartilham experiências que refletem a importância da presença feminina no ambiente científico. Isabella, recém-ingressada, destaca a relevância de ter referências femininas na profissão, afirmando que ver mulheres ocupando esses espaços inspira outras a buscá-los também. Fábia, com mais de três anos de experiência, ressalta que a diversidade de perspectivas entre homens e mulheres gera análises mais equilibradas e abrangentes, enriquecendo o processo investigativo.
Desafios e conquistas na trajetória
As histórias de mulheres como Nadir de Oliveira Vargas, perita oficial com 31 anos de atuação, mostram a evolução do ambiente de trabalho na PCIPR. Nadir, que começou sua jornada na Seção de Documentoscopia e Grafotecnia e tornou-se chefe da seção, testemunhou transformações notáveis na instituição. A mudança de laudos manuais para sistemas digitais exemplifica a modernização que a polícia científica passou ao longo dos anos. Nadir destaca que, apesar das inovações tecnológicas, a essência da profissão permanece: a produção de provas confiáveis e rigorosas, essenciais para as decisões da Justiça.
A importância da formação e da sensibilidade feminina
Nadir também enfatiza a relevância da formação contínua para novos peritos, especialmente para as mulheres que estão ingressando na carreira. A sensibilidade e a atenção aos detalhes, muitas vezes associadas ao olhar feminino, são características fundamentais na perícia, e a presença de mulheres nesse campo é não apenas necessária, mas vital para a qualidade do trabalho desenvolvido.
Conclusão
Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a PCIPR reafirma seu compromisso com a inclusão e a valorização do trabalho feminino. A trajetória dessas mulheres não apenas enriquece a narrativa da ciência forense, mas também estabelece um legado que inspira as futuras gerações a seguir seus passos, contribuindo para um sistema de justiça mais eficiente e fundamentado em evidências.
Fonte: www.parana.pr.gov.br