Argumentos contra a instalação de pórticos eletrônicos se intensificam
Deputados do Paraná pedem suspensão de pórticos de pedágio, citando distorções no sistema.
A discussão sobre a instalação de pórticos de pedágio no Paraná tomou um novo rumo com a mobilização dos deputados Evandro Araújo e Luiz Claudio Romanelli, ambos do PSD. Durante as sessões legislativas, eles têm clamado por uma suspensão imediata dessa instalação, que consideram prejudicial à população local. O sistema ‘free flow’ está sendo implantado sem as devidas considerações e ajustes necessários, segundo os parlamentares.
Contexto da Polêmica sobre os Pórticos de Pedágio
O sistema de pedágio eletrônico, conhecido como ‘free flow’, busca uma cobrança mais eficiente e rápida nas rodovias, mas tem gerado controvérsias. A implementação deste sistema no Paraná, especialmente nas regiões Norte e Noroeste, trouxe à tona uma série de preocupações. Os deputados afirmam que a cobrança deve ser proporcional ao trecho percorrido, algo que a prática atual não atende. Existe uma preocupação crescente de que a instalação dos pórticos eletrônicos esteja visando apenas o lucro, sem considerar a realidade dos moradores que precisam transitar diariamente por aquelas vias.
A localização dos pórticos, distante das antigas praças de pedágio, também é um ponto crítico. Isso não apenas afeta a cobrança, mas pode aumentar o número de usuários onerados por tarifas elevadas, impactando diretamente a rotina de muitos cidadãos, especialmente aqueles que realizam deslocamentos curtos e frequentes.
Detalhes da Mobilização Legislativa
Romanelli e Araújo não estão agindo sozinhos; eles têm o apoio de vereadores, prefeitos e diversas lideranças comunitárias. Recentemente, enviaram um requerimento ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e não descartam levar a discussão para Brasília, buscando uma ação efetiva da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A indignação é generalizada em várias regiões do Paraná, onde os relatos de insatisfação são frequentes.
Como parte dessa mobilização, uma audiência pública foi convocada para o dia 24 de fevereiro na Assembleia Legislativa. Esta audiência contará com a participação da Comissão de Obras, Transportes e Comunicação, além de líderes do governo e da oposição. As concessionárias que operam os pedágios também foram convocadas para explicar suas ações e responder às demandas da comunidade.
Consequências e Expectativas Futuras
O caso da praça de pedágio de Rolândia, onde a localização do pórtico foi alterada após pressão comunitária, serve como um exemplo positivo para os parlamentares, que desejam que essa abordagem se estenda a outras áreas afetadas. O que se busca é um tratamento justo e equitativo para todos os paranaenses em um assunto que impacta diretamente suas vidas.
As consequências da instalação de pórticos sem a devida consideração pelos interesses locais podem ser amplas e impactar o equilíbrio social e econômico nas regiões afetadas. Assim, a ação dos deputados reflete uma tentativa de equilibrar as necessidades de arrecadação das concessionárias com o bem-estar da população, um desafio que se torna cada vez mais relevante no contexto atual.
A discussão sobre pedágios no Paraná, portanto, não é apenas uma questão técnica, mas envolve também direitos sociais e o respeito à comunidade, fatores essenciais que devem ser considerados nas decisões que afetam o dia a dia dos cidadãos.
Fonte: blogdotupan.com.br