Movimento é saúde, inclusive durante o tratamento contra o câncer
O Dia de Combate ao Sedentarismo, celebrado em 10 de março, reforça uma mudança importante na medicina contemporânea: movimento é saúde, inclusive durante o tratamento contra o câncer. Se no passado o repouso era amplamente recomendado ao paciente oncológico, hoje os protocolos mais atualizados reconhecem a atividade física supervisionada como parte integrante do cuidado.
A prática de exercício físico deixou de ser vista apenas como complemento e passou a ocupar espaço nas diretrizes internacionais de tratamento. Instituições como o American College of Sports Medicine, a American Cancer Society, a National Comprehensive Cancer Network e o Instituto Nacional de Câncer reconhecem que a atividade física, quando prescrita de forma individualizada, contribui para reduzir complicações, preservar funcionalidade e melhorar a qualidade de vida ao longo da jornada oncológica.
É dentro desse contexto que o Instituto de Oncologia do Paraná destaca sua atuação com o Serviço de Educação Física Oncológica, integrado ao cuidado multiprofissional da instituição. A proposta é clara: combater o sedentarismo de forma segura, estratégica e baseada em evidências científicas. “O tratamento do câncer pode impactar significativamente a força muscular, a resistência, a autonomia e até o estado emocional do paciente. A atividade física supervisionada ajuda a minimizar esses efeitos e hoje é recomendada desde as fases iniciais do tratamento, respeitando sempre a condição clínica de cada pessoa”, explica Kahoane Fragoso Sandmann, profissional de Educação Física do IOP.
Os novos protocolos apontam que exercícios aeróbicos moderados, treinos de força adaptados e atividades voltadas ao equilíbrio e à mobilidade são aliados importantes na prevenção da fadiga oncológica, na preservação da massa muscular e na redução de riscos como perda funcional e quedas. Além disso, há evidências de que o movimento contribui para melhor tolerância ao tratamento e recuperação mais eficiente.
O serviço do IOP contempla avaliação da capacidade funcional, análise da força muscular, prescrição individualizada de exercícios e acompanhamento contínuo, sempre em integração com a equipe médica, enfermagem, nutrição e psicologia. O objetivo é oferecer intervenções seguras tanto durante o tratamento ativo quanto no período de reabilitação. “Nosso trabalho sempre foi pautado e continua sendo pautado na medicina baseada em evidências e no cuidado centrado no paciente. Combater o sedentarismo não é apenas uma recomendação de estilo de vida, é uma estratégia terapêutica. O exercício, quando bem orientado, torna-se ferramenta poderosa para manter independência, autoestima, qualidade de vida, além de auxiliar no desfecho do tratamento em si”, destaca Sabrina Nunes Garcia, Diretora de Operações do IOP.
A mensagem do Dia de Combate ao Sedentarismo ganha, assim, um novo significado dentro da oncologia moderna. Movimento não é contraindicação, é cuidado. E, quando integrado ao tratamento, representa avanço, autonomia e mais qualidade de vida para quem enfrenta o câncer.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.