Iniciativa busca reduzir filas e atender comunidades remotas
Mutirão do SUS em Itamarati leva cirurgias oftalmológicas a indígenas até 22 de fevereiro.
Um novo mutirão do programa Agora Tem Especialistas teve início em 11 de fevereiro, no município de Itamarati, na região do Médio Rio Solimões, Amazonas. Essa ação visa levar cirurgias oftalmológicas a indígenas da região, fazendo parte de uma iniciativa mais ampla para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Contexto do Programa Agora Tem Especialistas
O programa Agora Tem Especialistas, implementado pelo governo federal, tem como objetivo fundamental diminuir as filas do SUS, proporcionando acesso a serviços de saúde de média e alta complexidade, especialmente para comunidades remotas. Esta é uma resposta a um histórico de dificuldades de acesso à saúde enfrentadas por populações indígenas, que frequentemente se veem obrigadas a viajar longas distâncias em busca de atendimento especializado.
Em 2025, o programa já havia realizado mais de 21 mil atendimentos em diversas aldeias indígenas do país, abrangendo consultas, triagens e diagnósticos. O foco do mutirão em Itamarati até 22 de fevereiro será exclusivamente cirúrgico. Cerca de 30 pacientes indígenas foram avaliados e considerados aptos para procedimentos como cirurgias de catarata e pterígio, realizadas no Hospital Municipal de Itamarati, dando continuidade aos atendimentos iniciados no ano anterior.
Detalhes do Mutirão em Itamarati
Na fase atual do mutirão, são realizados procedimentos cirúrgicos de grande importância para a saúde ocular, que podem impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. As cirurgias de catarata e pterígio são comuns entre populações indígenas, muitas vezes agravadas pela falta de acesso a cuidados médicos regulares. A expectativa é que, com estas intervenções, os pacientes possam retornar a suas atividades diárias com melhor visão e qualidade de vida.
Além das cirurgias, o programa também visa identificar pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo e tratamento, como foi feito em 2025, quando 624 atendimentos especializados foram registrados. Isso demonstra um compromisso em não apenas tratar, mas também em garantir um cuidado contínuo para as comunidades atendidas.
Impacto e Futuro do Atendimento Indígena
O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destaca que iniciativas como o Agora Tem Especialistas são fundamentais para levar serviços de saúde às comunidades mais afastadas, de forma humanizada e adaptada às necessidades dos povos indígenas. A continuidade desse tipo de atendimento é crucial para que haja uma melhora nas condições de saúde e, consequentemente, na qualidade de vida das populações indígenas no Brasil.
Com a previsão de funcionamento das novas universidades indígenas até 2027, o governo também busca fortalecer a formação de profissionais que possam atuar em áreas estratégicas, promovendo o diálogo entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais, o que inclui a área da saúde. Essa abordagem integrada poderá resultar em um sistema de saúde mais acessível e eficiente para os povos originários.
O mutirão do SUS em Itamarati representa não apenas uma ação pontual, mas sim um passo importante em direção à equidade no acesso à saúde para os indígenas do Brasil. Com a continuidade desse tipo de programa, espera-se que mais comunidades recebam os cuidados que merecem, contribuindo assim para a redução das desigualdades existentes no país.
Fonte: www.metropoles.com