Iniciativas do Paraná visam aprimorar o cuidado na Atenção Primária
O Paraná investe na formação de profissionais para atendimento a pessoas com TEA na Atenção Primária à Saúde.
O atendimento adequado a pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é crucial, especialmente nas primeiras fases do desenvolvimento infantil. Nesse sentido, o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), tem implementado uma série de capacitações voltadas para profissionais da Atenção Primária à Saúde, visando aprimorar a identificação e o suporte a essas famílias logo no início do processo.
A importância do atendimento na Atenção Primária
A Atenção Primária é muitas vezes o primeiro ponto de contato entre as famílias e o sistema de saúde. A capacitação de profissionais em Unidades Básicas de Saúde (UBS) é fundamental para garantir que crianças e suas famílias recebam a orientação necessária, o que pode influenciar diretamente na qualidade do cuidado. Desde 2018, o Estado do Paraná já investiu R$ 3,3 milhões em programas de formação, beneficiando cerca de 670 profissionais até 2025. Essas ações são desenvolvidas em parceria com o Scott Center for Autism Treatment, reconhecido no campo do autismo.
Detalhes das iniciativas de capacitação
Os cursos oferecidos abrangem diversas áreas e são voltados para a formação de equipes multiprofissionais. O curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) envolveu profissionais de 80 municípios, enquanto um curso específico sobre avaliação e atendimento ao TEA capacitou 326 profissionais em 140 municípios. Com isso, o Paraná está fortalecendo sua rede de atendimento, garantindo que profissionais de diferentes áreas, como psicologia, enfermagem e fonoaudiologia, estejam preparados para lidar com as nuances do TEA.
O futuro do atendimento a pessoas com TEA
A política estadual para o atendimento a pessoas com TEA foi consolidada com a Lei 19.584/2018, que estabelece diretrizes claras para o cuidado. Além disso, a Resolução nº 1681/2025 institui o Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de TEA, com um investimento de R$ 43,4 milhões anuais, que atenderá 301 municípios com 363 equipes já capacitadas. Essas medidas visam não apenas a formação de profissionais, mas também a reorganização do fluxo de atendimento, permitindo que casos menos complexos sejam tratados diretamente nas UBS.
Conclusão
Com essas iniciativas, o Paraná demonstra um compromisso significativo em aprimorar o atendimento a pessoas com TEA, garantindo que profissionais da saúde estejam devidamente preparados para oferecer um suporte qualificado. Essa abordagem não apenas melhora o atendimento, mas também proporciona mais segurança e acolhimento às famílias que buscam ajuda no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: www.parana.pr.gov.br