Ministro do STF detalha sua relação com a empresa Maridt e nega recebido dinheiro de Daniel Vorcaro.
Ministro do STF se pronuncia sobre negócios com o resort Tayaya e nega relações com Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli, do STF, divulgou uma nota explicativa sobre suas relações de negócios relacionadas ao resort Tayaya e negou qualquer amizade ou recebimento de valores do empresário Daniel Vorcaro. Em um comunicado recente, Toffoli afirmou que faz parte do quadro societário da Maridt, uma empresa familiar registrada como sociedade anônima de capital fechado.
Contexto das Relações Empresariais de Toffoli
As questões envolvendo a relação de ministros do STF com o setor privado têm ganhado destaque na mídia, especialmente em relação à transparência e à legalidade das atividades empresariais. Toffoli, em sua nota, esclareceu que sua participação na Maridt foi encerrada e todos os atos da empresa estão devidamente registrados na Receita Federal do Brasil, sem quaisquer restrições. A Maridt, conforme descrito, foi parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro até fevereiro de 2025, quando sua participação foi totalmente liquidada.
Detalhes da Nota de Toffoli
Na nota divulgada, Toffoli enfatizou que não tem qualquer relação de amizade, e muito menos amizade íntima, com o investigado Daniel Vorcaro. Ele destacou que não houve recebimento de dinheiro, seja de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. Além disso, explicou que a Maridt foi totalmente desassociada do grupo Tayaya antes de sua participação no processo de aquisição do Banco Master pelo BRB, o que ocorreu em novembro de 2025.
Toffoli também se referiu à Lei Orgânica da Magistratura, que permite que magistrados integrem o quadro societário de empresas, desde que não pratiquem atos de gestão. Isso levanta discussões sobre a ética e a legitimidade das atividades empresariais de figuras públicas, especialmente em um contexto onde a confiabilidade das instituições é constantemente questionada.
Impacto e Consequências
O esclarecimento de Toffoli chega em um momento crítico para a imagem do STF e a relação entre política e negócios no Brasil. A declaração pode influenciar a percepção pública sobre a integridade do judiciário, que já enfrenta desafios significativos em termos de confiança popular. A negação de vínculos com Vorcaro pode ser vista como uma tentativa de afastar quaisquer dúvidas sobre a imparcialidade do ministro e do tribunal.
Conclusão
Ao se pronunciar sobre suas relações empresariais, Toffoli busca reforçar a transparência de suas ações e preservar a confiança no STF. Contudo, as interações entre o setor público e privado continuam a ser uma área sensível, onde a vigilância e a responsabilidade são essenciais para garantir a integridade das instituições brasileiras.