X de Elon Musk pode estar burlando sanções dos EUA ao vender contas para o Irã

Relatório aponta que contas premium pertencem a líderes iranianos.

Venda de contas premium do X para líderes iranianos levanta questões sobre sanções dos EUA.

A recente polêmica envolvendo a plataforma X, administrada por Elon Musk, revela uma possível violação das sanções dos Estados Unidos contra o Irã. Enquanto Musk publicamente apoia os manifestantes iranianos e critica o regime, sua empresa aparentemente lucra com as contas premium de oficiais iranianos, conforme apontado por um relatório do Tech Transparency Project (TTP).

Contexto das Sanções e da Repressão no Irã

O Irã tem enfrentado uma crescente crise econômica e protestos populares desde o final do ano passado, resultando em brutal repressão por parte do governo. A administração Trump havia intensificado sanções contra o regime iraniano, visando limitar sua capacidade de propaganda e comunicação, especialmente durante os protestos. Este cenário complexo levanta questões sobre a responsabilidade das plataformas de mídia social em não facilitar a comunicação do governo em tempos de crise.

Detalhes da Controvérsia com o X

O TTP identificou mais de duas dúzias de contas de oficiais do governo iraniano e agências estatais no X, todas com o selo azul que indica acesso ao serviço premium da plataforma. Essas contas foram vistas promovendo propaganda estatal durante um período de blackout de internet na região, levantando dúvidas sobre a ética de Musk ao permitir que esses indivíduos pagassem por serviços que potencialmente contrariam as sanções. O custo de uma conta X Premium é de $8 mensais, enquanto o Premium+ pode chegar a $40, proporcionando maior alcance para as publicações, algo que a TTP argumenta que fortalece a narrativa do regime.

Implicações Legais e Sociais

O uso de contas premium por indivíduos sob sanções levanta questões legais sérias. A plataforma X pode estar infringindo as normas estabelecidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA, que proíbe lidar com entidades sancionadas. Especialistas legais indicam que a situação pode ser considerada uma violação, especialmente se essas contas foram monetizadas de maneira que não respeita as isenções permitidas para acesso a informações. Essa violação potencial não só compromete a integridade de X como também levanta questões sobre a segurança nacional dos EUA, conforme declarado por críticos como a senadora Elizabeth Warren.

Conclusão

A situação com a plataforma X e suas interações com oficiais iranianos expõe a complexidade das sanções e a responsabilidade das empresas de tecnologia em tempos de crise internacional. Enquanto Elon Musk se posiciona publicamente contra o regime, suas ações comerciais podem contradizer essa mensagem, colocando em risco a eficácia das sanções e a narrativa de apoio aos direitos humanos no Irã.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas:

ANGELICA ALVES • ESPORTES E TURISMOBRASILDESTAQUEDESTAQUE PRINCIPALNOTÍCIASSURF • PRAIA

A Ilha do Mel recebe nos dias 27, 28 de fev a 01 de março a 1ª Etapa do Circuito Brasileiro Master de BodyBoarding 2026