O setor de máquinas e equipamentos agrícolas no Brasil enfrenta um cenário desafiador para 2026, agravado pelos impactos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A crise internacional afeta mercados compradores de commodities e interfere em custos básicos como combustíveis e fertilizantes, colocando pressão sobre a rentabilidade dos produtores rurais.
A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) já projeta uma queda de 8% no faturamento do segmento, com uma retração de 17% nas vendas de tratores e colheitadeiras no primeiro bimestre deste ano. Os produtores, diante da falta de recursos, priorizam o custeio em vez de investir em novas máquinas.
A guerra também afeta a logística de exportação de carne e milho, com dificuldades nos embarques para mercados consumidores. Embora existam rotas alternativas, como uma via pela Turquia, essas opções tendem a ser mais caras e incertas.
Além disso, o aumento dos preços de adubo nitrogenado e diesel, que já impactam os custos dos produtores, são efeitos diretos da guerra. Mesmo com medidas como a isenção do ICMS, as altas de preços continuam a afetar a viabilidade das atividades rurais.