Conferência de segurança em Munique reflete tensões globais

Evento reúne líderes mundiais em meio a protestos e polêmicas

A Conferência de Segurança de Munique, em 2026, destaca tensões entre EUA e Europa.

A Conferência de Segurança de Munique, que começou em 13 de fevereiro de 2026, promete ser um dos eventos mais significativos na história recente das relações internacionais. Com um número recorde de líderes e chefes de Estado reunidos, além de uma forte onda de manifestantes nas ruas, o evento se torna um ponto focal para debates sobre segurança global e alianças políticas.

Tensão crescente nas relações transatlânticas

O evento deste ano ocorre em um clima de incerteza e desconforto, especialmente após o discurso controverso do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, no ano anterior. Na ocasião, Vance criticou abertamente as democracias europeias e se associou a líderes de partidos de extrema direita, gerando um racha nas relações entre os EUA e a Europa. Para 2026, a expectativa é de uma representação americana menos polarizadora, com o secretário de Estado Marco Rubio liderando a comitiva, que inclui a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, uma voz crítica em relação a Trump.

Protestos e a presença de figuras proeminentes

Além das discussões de alto nível, a Conferência de Segurança de Munique também será marcada por uma mobilização popular significativa. Espera-se que cerca de 120.000 manifestantes ocupem as ruas da cidade, com destaque para os opositores do regime iraniano. A presença de Reza Pahlavi, representante da oposição iraniana, indica que o Irã será um dos tópicos centrais nas discussões. O evento ainda contará com a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e de outros líderes importantes, refletindo as atuais crises geopolíticas.

Reforço na defesa europeia

As tensões entre a Europa e os EUA são evidentes na agenda do chanceler alemão, Friedrich Merz, que fará o discurso de abertura da conferência. Ele abordará a necessidade de fortalecer a defesa europeia, apoiado por uma maioria expressiva da população alemã. Com 72% dos alemães a favor do aumento dos gastos com defesa, o discurso de Merz deve tocar na urgência de uma nova ordem de segurança, em que a Europa precisa se preparar para agir de forma independente face à incerteza da proteção americana.

A complexidade da extrema direita

Uma das questões intrigantes da Conferência de Munique será a presença da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita que havia sido banido do evento anterior. Seu dilema interno, entre colaborações com os EUA e a resistência a Trump, reflete um cenário mais amplo das forças políticas na Europa, que se fragmentam entre um alinhamento com os interesses americanos e uma aproximação com regimes autocráticos.

Conclusão

A Conferência de Segurança de Munique de 2026 não é apenas um evento diplomático, mas um termômetro das tensões internacionais atuais. Com um quadro repleto de desafios e expectativas, as discussões que surgirão nas próximas horas podem moldar o futuro das relações entre a Europa e os Estados Unidos, além de servir como um reflexo das pressões sociais e políticas que permeiam o continente. O desfecho deste encontro poderá influenciar as dinâmicas globais nas próximas décadas.

Fonte: www.metropoles.com

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