Fevereiro Laranja alerta para sintomas da leucemia e reforça importância do diagnóstico precoce

Divulgação.

Campanha chama atenção para sinais da doença, opções de tratamento e a relevância da doação de medula óssea

 

 

O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta a medula óssea e o
sangue. O objetivo da mobilização é informar a população sobre os principais sintomas da doença, a importância do diagnóstico precoce, as possibilidades de tratamento e o papel fundamental da doação de medula óssea na salvação de vidas.
Segundo o hematologista Dr. Fernando Michielin Alves, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), a campanha tem um papel essencial na educação em saúde. “A
leucemia é uma doença que pode evoluir rapidamente em alguns casos. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de sucesso no tratamento. O Fevereiro Laranja é uma oportunidade de levar informação de qualidade à população e reforçar a importância da solidariedade por meio da doação de medula óssea”, destaca.

 

 

 

Principais tipos de leucemia
A leucemia é classificada de acordo com o tipo de célula afetada e a velocidade de progressão da doença. Os quatro principais tipos são:
– Leucemia Linfóide Aguda (LLA), que afeta as células linfóides e se desenvolve rapidamente, sendo mais comum em crianças e em idosos;
– Leucemia Mieloide Aguda (LMA), que acomete o os grupos de células chamadas de células mieloides e também tem evolução rápida. Também mais frequente em adultos e idosos.
– Leucemia Linfóide Crônica (LLC), mais frequente em adultos, com desenvolvimento lento;
– Leucemia Mieloide Crônica (LMC), igualmente mais comum em adultos e de progressão gradual.

 

 

 

 

Sintomas que merecem atenção
A leucemia é caracterizada pela substituição das células saudáveis da medula óssea por células doentes, comprometendo a produção normal de glóbulos vermelhos,
glóbulos brancos e plaquetas. Esse processo pode provocar uma série de sintomas, entre os mais comuns estão: fadiga intensa, febre persistente ou suores noturnos,
palidez, facilidade para hematomas ou sangramentos, perda de apetite e perda de peso sem causa aparente, dor nos ossos ou articulações, inchaço dos linfonodos e
infecções frequentes.
O Dr. Fernando reforça que esses sinais podem estar presentes em outras condições de saúde. “Por isso, o diagnóstico definitivo da leucemia só pode ser feito por meio de exames laboratoriais e avaliação clínica especializada”, explica.
A investigação da leucemia envolve diferentes etapas, que incluem exame físico, hemograma completo, exames da medula óssea, como a biópsia, além de exames
mais específicos, como a citometria de fluxo e testes moleculares, fundamentais para identificar o tipo de leucemia e orientar o tratamento.
O tratamento da leucemia varia conforme o tipo e o estágio da doença. Entre as principais abordagens estão a quimioterapia, imunoterapia e terapias alvo que podem ser seguidas pelo transplante de medula óssea.

 

 

Medula óssea e a importância da doação
A medula óssea é responsável pela produção das células sanguíneas essenciais ao funcionamento do organismo. Em muitos casos de leucemia, o transplante de medula óssea pode ser a melhor opção terapêutica.
Para que o transplante seja possível, é necessária compatibilidade genética entre doador e receptor, identificada por testes específicos. O doador não precisa ser
parente do paciente, pois a compatibilidade pode ser encontrada em bancos de doadores. Além disso, avanços recentes tornaram viável o transplante haplo-idêntico, como de pai para filho, ampliando as chances de encontrar um doador compatível.
Estima-se que entre 60% e 80% dos pacientes consigam um doador adequado. “O Fevereiro Laranja também é um convite à empatia. Tornar-se doador de medula
óssea é um gesto simples que pode representar a única chance de cura para muitos pacientes”, conclui o Dr. Fernando Michielin Alves.

 

 

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.

 

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