Governadores renunciam a cargos para disputar eleição

Onze governadores brasileiros renunciaram a seus mandatos para disputar a eleição de outubro. Dois deles, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, já se lançaram na disputa presidencial. Outros oito devem tentar vagas no Senado. A eleição para o Senado é considerada estratégica tanto para o governo quanto para a oposição neste ano. Além de propor e votar leis, a Casa tem atribuições determinantes para o funcionamento do sistema político, como a sabatina e a aprovação de indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF), para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para o Banco Central.

A regra é que governadores, prefeitos, ministros, secretários municipais e estaduais com pretensões eleitorais devem deixar seus cargos. A exceção é quando o político tenta a reeleição. Neste caso, ele pode continuar no cargo. Se o governador desistir da candidatura depois ou se disputar a eleição e perder, ele não pode reassumir o mandato. A renúncia é definitiva.

A saída do cargo não confirma a candidatura, mas é uma condição exigida. A oficialização só ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode ser candidato a um novo mandato. É o que deve acontecer na maioria dos estados.

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