Apesar de recuo em dezembro, setor mantém trajetória positiva.
O comércio varejista brasileiro registrou um crescimento de 1,6% em 2025, apesar de um recuo em dezembro.
O comércio varejista brasileiro viveu um ano de 2025 com crescimento de 1,6%, apesar de um recuo de 0,4% nas vendas em dezembro em comparação a novembro. Os dados foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também destacou que, em relação a dezembro de 2024, as vendas cresceram 2,3%. Este resultado reflete as dificuldades enfrentadas pelo setor, mas também sua resiliência em um cenário econômico desafiador.
Contexto das Vendas no Varejo Brasileiro
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em janeiro de 1995, é um dos principais indicadores para entender o comportamento do varejo no Brasil. A pesquisa monitora a receita bruta de revenda nas empresas que atuam no comércio varejista, focando em estabelecimentos que possuem 20 ou mais empregados. Com essas informações, o IBGE consegue determinar não apenas o faturamento, mas também a evolução do setor ao longo do tempo.
No acumulado de 2025, o crescimento de 1,6% marca o nono ano consecutivo de altas para o varejo, um desempenho que, embora positivo, ficou abaixo do crescimento de 4,1% registrado em 2024. A pesquisa abrange diversas atividades do comércio, o que permite uma análise detalhada dos segmentos que estão em alta e os que enfrentam dificuldades.
Detalhes dos Resultados de 2025
O varejo brasileiro apresentou em 2025 um crescimento modesto, com o desempenho de dezembro indicando uma desaceleração. No total, seis das oito atividades pesquisadas tiveram resultados negativos no último mês do ano. Os setores mais afetados incluem:
- Artigos farmacêuticos e de perfumaria: -5,1%
- Livros, jornais e papelaria: -2,0%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -1,8%
- Móveis e eletrodomésticos: -0,7%
- Tecidos, vestuário e calçados: -0,4%
- Supermercados e produtos alimentícios: -0,3%
Por outro lado, dois segmentos se destacaram positivamente: equipamentos para escritório e informática, que cresceram 6,0%, e combustíveis, que tiveram uma leve alta de 0,3%. Essas informações revelam a diversidade do setor varejista e os desafios enfrentados por diferentes segmentos.
Implicações Futuras para o Varejo
O resultado de dezembro de 2025, embora negativo em termos mensais, ainda representa um crescimento de 2,8% comparando-se ao mesmo mês do ano anterior. Entretanto, a perspectiva de desaceleração é uma preocupação para os analistas econômicos, que temem um arrefecimento da demanda em 2026. Com um mercado cada vez mais competitivo e as mudanças no comportamento do consumidor, o setor deverá se adaptar rapidamente para continuar seu crescimento.
A combinação de fatores como inflação, juros e a evolução das tecnologias de vendas online poderá impactar diretamente o desempenho do varejo nos próximos anos. Assim, é crucial que os empresários se planejem e busquem inovação para se manterem relevantes em um cenário em constante transformação.
Conclusão
O varejo brasileiro, ao registrar um crescimento de 1,6% em 2025, mostra-se resiliente, porém enfrenta desafios significativos que podem afetar sua trajetória de crescimento. Com a necessidade de adaptação às novas demandas do consumidor e as condições econômicas variáveis, o setor deverá se preparar para um 2026 que promete ser desafiador.
Fonte: www.metropoles.com