Lucas Di Grassi critica regras da F1 2026 como “mal projetadas”

O campeão da Fórmula E expressa insatisfação com as novas regulamentações

O campeão da Fórmula E, Lucas Di Grassi, critica as novas regras da F1 como mal projetadas e questiona sua lógica.

A entrada de novas regras na Fórmula 1 para 2026, que incluem um sistema de propulsão mais complexo e um aumento significativo na eletrificação dos carros, vem gerando controvérsia. Lucas Di Grassi, campeão da Fórmula E, criticou duramente estas mudanças, descrevendo-as como “extremamente mal projetadas”. Para Di Grassi, a lógica por trás das novas regulamentações, elaboradas pela FIA, é questionável. Ele argumenta que as regras não apenas prejudicam a eficiência dos carros, mas também têm um impacto negativo na qualidade das corridas.

A Crítica às Novas Regras

Di Grassi, que também tem experiência na Fórmula 1, onde competiu em 2010, destacou que as novas regras de hibridização da F1 podem fazer com que os carros sejam mais lentos e, em alguns casos, menos competitivos. “Os pilotos estão reclamando porque as regras são estranhas e criam muitos problemas em algumas pistas”, afirmou. Ele acredita que a implementação das novas regulamentações pode tornar as corridas menos emocionantes e aumentar a frustração entre os pilotos.

A Comparação com a Fórmula E

Além de criticar a F1, Di Grassi fez comparações com a Fórmula E e mencionou que a categoria elétrica poderia, em breve, superar a Fórmula 1 em desempenho. Com a introdução do novo carro Gen4, que terá 800bhp, ele vê um caminho claro para a Fórmula E se tornar a categoria mais rápida do automobilismo. “Em um ou dois anos após a introdução do Gen4, as carros da Fórmula E poderão ser de dois a cinco segundos mais rápidos do que os da F1 em circuitos como Mônaco”, previu.

O Futuro do Automobilismo

Di Grassi também levantou questões sobre o futuro dos pilotos e a possível mudança de status entre as duas categorias. Ele se perguntou se, com a evolução da Fórmula E, os melhores pilotos do mundo acabariam trocando a F1 pela nova categoria. “Se a Fórmula E se tornar mais rápida, será que isso fará com que os pilotos da Fórmula 1 venham competir aqui também?” ponderou. Para ele, a possibilidade de um calendário em que as duas categorias coexistam, com a F1 ocorrendo no verão e a Fórmula E no inverno, é uma realidade a ser considerada.

Reflexão Final

Lucas Di Grassi, portanto, não vê apenas uma falha nas novas regras da F1, mas também uma oportunidade para a Fórmula E se estabelecer como a principal categoria do automobilismo. Ele acredita que, com o desenvolvimento contínuo da tecnologia de bateria e o foco em inovações, a Fórmula E pode não apenas competir, mas também superar a Fórmula 1 em termos de velocidade e eficiência. As próximas temporadas prometem ser decisivas para o futuro das duas categorias e para a percepção do público sobre o automobilismo como um todo.

Fonte: www.motorsport.com

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