Carnaval 2026: A força econômica das festas no Brasil

Agência Brasil)

Comparativo entre as principais cidades e a crescente movimentação financeira

Em 2026, o Carnaval no Brasil deve movimentar R$ 14,48 bilhões, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro.

O Carnaval de 2026 promete ser um marco na economia brasileira, com uma movimentação estimada em R$ 14,48 bilhões, o que representa um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Relatos indicam que os maiores centros de atração de foliões e gastos são as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que se destacam pela quantidade de eventos e pela diversidade de gastos com alimentação, transporte e hospedagem durante a festividade.

O impacto econômico do Carnaval nas grandes cidades

O Carnaval de São Paulo, com uma população de 12,4 milhões, é considerado o maior do país em números absolutos. Em 2026, a cidade deve albergar mais de 600 blocos de rua, com uma previsão de movimentar R$ 3,4 bilhões apenas na capital. O estado de São Paulo como um todo está projetado para receber cerca de R$ 7,3 bilhões, atraindo cerca de 4,7 milhões de foliões.

Por outro lado, o Rio de Janeiro, que possui 6,2 milhões de habitantes, deve ter uma movimentação de R$ 5,9 bilhões, com 460 blocos programados. Embora as cifras sejam próximas, a participação de público é significativamente diferente: São Paulo espera cerca de 16,5 milhões de pessoas, enquanto o Rio projeta cerca de 8 milhões, refletindo um perfil diferente de turistas.

O diferencial entre os públicos de São Paulo e Rio de Janeiro

O Carnaval paulistano é majoritariamente frequentado por moradores e turistas de proximidade, o que significa que muitos foliões não gastam com hospedagem, garantindo um modelo de alto volume e baixa margem. Em contrapartida, o Rio de Janeiro atrai um número maior de visitantes internacionais e de outros estados, que tendem a gastar mais com hotelaria e serviços, resultando em um ticket médio de R$ 1.869 por pessoa, enquanto o de São Paulo é de R$ 1.543.

No que diz respeito à Bahia, o Carnaval de Salvador, uma das festividades mais tradicionais do país, está projetado para movimentar R$ 4,5 bilhões em 2026, com um ticket médio de R$ 2.589, sendo o maior do Brasil. Os camarotes e abadás são os principais responsáveis por essa alta, com preços que variam consideravelmente, refletindo a experiência premium oferecida aos foliões.

Crescimento do Carnaval em Belo Horizonte e Olinda

Belo Horizonte, com um crescimento expressivo, deve movimentar R$ 1,2 bilhão em 2026, quase dobrando seu volume de 2020, quando movimentou R$ 641 milhões. A capital mineira, com uma população de 2,4 milhões, apresenta o menor ticket médio entre as capitais, o que a torna uma opção viável para os foliões que buscam economizar.

Olinda, por sua vez, destaca-se pelo seu Carnaval que, proporcionalmente, é o maior do Brasil. Com apenas 400 mil habitantes, a cidade recebeu 4 milhões de pessoas na última festividade e deve manter a movimentação de R$ 1,5 bilhão. A cidade é reconhecida por seu patrimônio histórico e cultural, o que atrai turistas em busca de uma experiência autêntica.

Conclusão

Com a crescente movimentação financeira, o Carnaval 2026 se apresenta não apenas como uma festa popular, mas um motor econômico significativo para várias cidades brasileiras. A diversidade de perfis de foliões, os variados tipos de eventos e as diferentes estruturas de gasto tornam o Carnaval um fenômeno que vai além da folia, impactando diretamente a economia local e gerando milhares de empregos. Essa análise revela a importância do Carnaval na formação da identidade cultural e econômica do Brasil.

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