Se nas provas disputadas no gelo o desafio central é dominar a velocidade e a trajetória, nos esportes realizados na neve a lógica muda completamente. Aqui, resistência, adaptação ao terreno e variações técnicas definem o desempenho.
O esqui alpino é a imagem mais conhecida: descidas contra o relógio em percursos sinuosos que exigem força, equilíbrio e precisão nas curvas. Já o cross-country se aproxima de uma maratona, com percursos longos que testam o limite cardiovascular dos atletas em temperaturas frequentemente extremas.
Entre as modalidades mais exigentes está o biatlo, que combina esforço físico intenso com tiro esportivo. Após longos trechos de esqui, o atleta precisa reduzir a frequência cardíaca rapidamente para acertar alvos com precisão. É uma prova que mistura exaustão e controle fino de movimento.
A edição de Milão-Cortina 2026 também marca a inclusão do esqui de montanha, modalidade que leva o competidor a alternar subidas, descidas e estratégias de ritmo em terrenos naturais, aproximando o espírito olímpico do alpinismo competitivo.
Completam o programa provas como salto de esqui, esqui estilo livre e o próprio snowboard, que ajudou a popularizar os Jogos nas últimas décadas.
O resultado é um evento que, embora menos familiar ao público brasileiro, reúne desafios técnicos tão complexos quanto os das Olimpíadas de Verão. Entender essas modalidades é também compreender como o esporte se adapta a diferentes ambientes, culturas e formas de superar limites humanos.