A desmontagem da passarela que proporciona acesso à Garganta do Diabo, um dos principais pontos turísticos do lado argentino das Cataratas do Iguaçu, teve início na segunda-feira (3). Essa medida é parte de uma operação de prevenção, que visa proteger a estrutura durante o período de alta vazão do Rio Iguaçu, que comumente ocorre entre setembro e outubro.
A autorização para a desmontagem foi concedida pela direção do Parque Nacional Iguazú, atendendo a um pedido da concessionária Iguazú Argentina. Essa decisão se justifica pela previsão de chuvas acima da média, que pode levar a cheias significativas e aumentar o risco de danos às passarelas metálicas que se estendem sobre o leito do rio.
O principal objetivo dessa ação é prevenir problemas semelhantes aos que ocorreram em outubro de 2023, quando uma enchente severa danificou parte da estrutura que dá acesso à Garganta do Diabo. Na oportunidade, o circuito ficou fechado por aproximadamente oito meses, até que as obras de reconstrução fossem concluídas. Com a atual desmontagem, a expectativa é que o tempo de interdição seja reduzido para cerca de quatro meses.
Com mais de um quilômetro de extensão, a passarela apresenta uma vulnerabilidade maior durante as cheias, especialmente quando comparada à estrutura do lado brasileiro das Cataratas, que é considerada mais resistente à força das águas.
Apesar da interdição temporária da Garganta do Diabo, o Parque Nacional Iguazú permanece em funcionamento normal. Os Circuitos Superior e Inferior continuam abertos, permitindo que os visitantes desfrutem de diferentes perspectivas das Cataratas do Iguaçu durante o período das obras.
A administração do parque destacou que essa intervenção tem como intuito não apenas preservar a infraestrutura, mas também assegurar a segurança dos turistas, em função das previsões de aumento da vazão do Rio Iguaçu, associadas às condições climáticas esperadas para os próximos meses.
Com informações minutofoz.com.br