Detenção de estudante de medicina por importunação sexual em hospital de Minas Gerais

Um estudante de medicina, identificado como Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo, de 39 anos, foi detido sob a acusação de importunação sexual no Hospital Alzira Velano, localizado em Alfenas, no Sul de Minas. O episódio ocorreu na última segunda-feira, 3 de agosto, quando o estudante teria fotografado as partes íntimas de uma paciente de 21 anos durante um atendimento.

De acordo com informações do boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a jovem havia recebido atendimento anteriormente de um médico e uma enfermeira, relatando que esse primeiro contato foi realizado de maneira profissional. Mais tarde, o estudante entrou sozinho no quarto da paciente, solicitando a realização de um novo exame. Durante essa consulta, ele a tocou sem consentimento e fez fotos de sua região íntima, alegando que as imagens seriam para fins de estudo.

A paciente relatou que, antes de tirar as fotografias, o estudante fechou a cortina do quarto, o que a deixou constrangida. Após o ocorrido, ela acionou uma enfermeira e relatou a situação. A enfermeira, ao tomar ciência do que havia acontecido, advertiu o estudante, enviou as fotos para o celular da paciente e imediatamente deletou os arquivos do dispositivo do acusado.

Após deixar o hospital, a jovem registrou um boletim de ocorrência na PM. Durante seu depoimento, o estudante admitiu ter fotografado a área íntima da paciente, mas afirmou que a jovem havia consentido e que as imagens seriam utilizadas para estudos. Além disso, ele mencionou que havia mostrado as fotos à médica responsável pelo atendimento antes de apagá-las.

A médica envolvida, por sua vez, negou a versão apresentada pelo estudante, afirmando que nunca autorizou a captura de fotografias e que não tinha conhecimento de que imagens estavam sendo feitas. Ela enfatizou que esse tipo de registro não faz parte dos protocolos de atendimento e que os estudantes não estão autorizados a atender pacientes sem supervisão médica, nem a realizar procedimentos sem o uso de luvas.

Com base nas evidências apresentadas, a PM efetuou a prisão do estudante e apreendeu seu celular. A reportagem buscou contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e com o hospital para obter uma posição sobre o caso.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: