Acordo temporário mantém rotas de navegação entre Irã e Omã no Estreito de Ormuz

As rotas de navegação entre Irã e Omã pelo Estreito de Ormuz continuarão em operação temporariamente, conforme um acordo que está sendo implementado entre os dois países. A informação foi divulgada por uma agência de notícias iraniana, que citou uma fonte bem informada sobre o assunto.

De acordo com os detalhes do acordo, as embarcações iniciarão sua passagem pelo Estreito de Ormuz pela via de navegação norte, que fica próxima à costa iraniana, e sairão pela via sul, perto da costa de Omã. Esse arranjo será válido por um período determinado, após o qual o tráfego pelas duas vias será interrompido e as embarcações deverão transitar por uma rota central.

A gestão do tráfego de entrada ficará a cargo do Irã, enquanto o tráfego de saída será administrado em conjunto pelo Irã e Omã. Essa decisão ocorre em um contexto de tensões regionais, uma vez que o Irã havia fechado o Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro.

Na sequência dos ataques, Teerã passou a exigir que as embarcações que buscavam a passagem obtivessem sua autorização e navegassem próximas à costa iraniana. Além disso, o país alertou para a proibição de utilização de um corredor que conta com o apoio dos EUA, localizado ao lado de Omã. Essa situação levou forças iranianas a disparar contra diversos navios que utilizavam essa rota, o que resultou em uma intensificação das ações militares por parte de Washington contra o Irã.

Os Estados Unidos, por sua vez, alertaram as empresas de transporte marítimo de que a utilização da rota controlada pelo Irã poderia resultar em sanções. Isso se aplicaria caso as empresas pagassem taxas de passagem iranianas, fornecessem informações sensíveis sobre as embarcações ou realizassem negociações com entidades que estão sob sanção.

Se o arranjo anunciado pela agência iraniana se confirmar, haverá a possibilidade temporária de operação tanto da rota controlada pelo Irã quanto da rota apoiada pelos EUA em Omã, antes que o tráfego seja redirecionado para a via central. Contudo, ainda não está claro se Omã ou os Estados Unidos aceitaram as condições descritas no acordo.

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