Receber bem: uma paixão que começou na infância

 

Receber pessoas sempre foi algo muito prazeroso para mim, algo que valorizo e procuro repetir sempre que possível. E, como muitos sabem, se não houver um motivo específico para comemorar… eu arranjo!

Muitas pessoas me perguntam quando e como surgiu esse prazer tão grande que sinto em reunir pessoas queridas e promover encontros. E chego sempre à mesma conclusão: esta paixão nasceu comigo!

Muito tempo atrás, quando ainda era criança, minha brincadeira favorita era organizar um chá para minhas bonecas. Eu já colecionava pequenas louças, mini xícaras e talheres e passava horas preparando cada detalhe.

O tempo passou, fui crescendo e continuei gostando de combinar encontros, pequenas reuniões e, principalmente, de comemorar, qualquer que fosse a ocasião. Sempre acreditei que cada conquista merece um abraço e, se possível, um brinde. E, quando não há uma data especial, o simples fato de estarmos ao lado de pessoas queridas já é motivo suficiente para celebrar.

Mas mesmo com toda essa paixão por receber, nunca imaginei transformar esse prazer em profissão.

Sempre gostei muito de estudar e me formei em Estatística, afinal o universo das ciências exatas também sempre me encantou. Construí uma carreira no serviço público, onde meu dia a dia era repleto de informações, tabelas, gráficos e processamento de dados.

Quando a aposentadoria começou a se aproximar, passei a pensar no que gostaria de fazer dali em diante. Foi então que descobri um universo chamado “mesa posta e receber bem”. Que deliciosa descoberta!

Foi a partir daí que conheci pessoas incríveis que já atuavam nessa área e, naturalmente, fui buscar conhecimento. Estudei, fiz cursos, aprendi técnicas, fundamentos e procurei me aperfeiçoar ao máximo. E confesso que, a cada novo aprendizado, mais me encantava com aquilo de que sempre gostei: promover encontros, preparar uma mesa acolhedora, pensar com carinho no que servir a quem estaria comigo e valorizar a alegria de estarmos juntos.

É impossível não gostar da troca de afeto e das boas energias que os encontros proporcionam. Receber é, sem dúvida, uma arte que vale a pena cultivar e transformar em hábito. A cada encontro saímos mais fortalecidos e, quando aprendemos a valorizar esses momentos, descobrimos uma fonte constante de carinho, leveza e felicidade.

É claro que receber bem não acontece por acaso. Exige planejamento, organização e atenção aos detalhes. E nesse caminho, conhecer algumas regras de etiqueta e princípios de hospitalidade pode fazer toda a diferença, ajudando-nos a receber com mais segurança e naturalidade, tornando cada encontro especial tanto para os convidados quanto para quem recebe pois os anfitriões devem também estar presentes de verdade, compartilhando as conversas, os risos e os brindes.

E com tudo isso aprendi e continuo acreditando que a melhor mesa não é a mais sofisticada. É aquela em que cada pessoa se sente esperada, acolhida e feliz por estar ali.

Mônica Cecilio

@magiadamesa

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