A atriz Clodd Dias, que se destacou em produções como "As Five" (Globoplay) e "Manhãs de Setembro" (Prime Video), faleceu na última quinta-feira, 6 de agosto, aos 49 anos. A confirmação do falecimento gerou uma onda de tristeza entre seus admiradores, amigos e profissionais da área, evidenciando a perda de uma figura importante da dramaturgia nacional.
Até o presente momento, não há informações sobre a causa da morte. A notícia foi divulgada por meio de um comunicado da agência Diáspora Elenco. Ruy Cortez, diretor artístico e amigo íntimo de Clodd, prestou uma homenagem nas redes sociais, expressando sua dor e fazendo um apelo sobre as dificuldades enfrentadas por artistas no Brasil.
Cortez lamentou a perda de “mais uma mulher trans preta” e criticou a falta de valorização da classe artística no país. Ele descreveu Clodd como uma artista visceral e um talento nato, recordando sua performance marcante em uma peça escolar e destacando seu potencial desde a juventude. “Que os deuses a acolham, recebam em puro amor”, concluiu.
Natural de Itapetininga, interior de São Paulo, Clodd Dias iniciou sua trajetória no teatro aos 14 anos. Ao longo de sua carreira, construiu um portfólio respeitável, com papéis em obras como "Entrega para Jezebel", "Mãe de Santo", "A Mulher que Digita", "Esperando Godot" e "Negrinha". Neste ano, ela também se destacou na peça "O Céu Fora Daquela Janela", apresentada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
No campo audiovisual, Clodd vinha ampliando seu currículo com papéis significativos em várias produções. Além de seu trabalho nas séries de streaming, ela fez parte do elenco de "Notícias Populares" (2022) e da nova série "Ayô" (2025). A sua partida deixa uma lacuna no cenário cultural brasileiro, onde sua arte e dedicação sempre foram reconhecidas.