IDENTIDADE NOVA: POR QUE EMAGRECER MEXE COM QUEM VOCÊ ACHA QUE É

IDENTIDADE NOVA: POR QUE EMAGRECER MEXE COM QUEM VOCÊ ACHA QUE É

A revolução do Mounjaro transformou milhões de corpos em tempo recorde. A ciência agora descobre que o maior desafio não é perder peso, é aprender a existir no novo corpo.

Por Dr. Lesme Dariel Masso | CRM 27440 | 

Ela perdeu 24 quilos em sete meses. As roupas foram trocadas três vezes. Os exames voltaram ao normal. Os amigos pararam de reconhecê-la na rua. Mas quando ela olha no espelho, ainda enxerga a pessoa de antes.

“Sei que emagreci”, disse durante a consulta, com os olhos marejados. “Mas quando me olho, não consigo ver a diferença. Parece que o espelho está errado.”

O espelho não estava errado. O cérebro dela simplesmente ainda não tinha recebido o memorando.

Esse relato — que se repete em consultórios do Brasil ao Reino Unido, de São Paulo a Los Angeles — representa um dos fenômenos mais subestimados da maior revolução farmacológica das últimas décadas: a era dos agonistas de GLP-1 e GIP, liderada pela tirzepatida, comercializada no Brasil como Mounjaro. Em menos de quatro anos, esse medicamento saiu de aprovação para diabetes e se tornou o tratamento de obesidade mais eficaz já desenvolvido pela ciência. Nos estudos clínicos SURMOUNT, publicados no New England Journal of Medicine, pacientes perderam em média 22% do peso corporal em 72 semanas — um número que nenhuma dieta, nenhum procedimento e nenhum medicamento anterior havia conseguido de forma sustentada.

A transformação física é real. O problema é que a transformação psicológica não acontece na mesma velocidade.

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