Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sudoeste do Japão no dia 28 de julho, surpreendendo médicos durante uma cirurgia no Hospital Geral Kumamoto, que pertence à Organização de Saúde Comunitária do Japão. Imagens de segurança mostram cirurgiões se segurando em uma mesa de operação enquanto o tremor causava intensa movimentação na sala. O vídeo revela o desespero da equipe médica, que tentava proteger um paciente em meio ao caos.
As autoridades locais confirmaram que o terremoto resultou na morte de pelo menos 30 pessoas, sendo a maioria delas na fábrica de papel da Nippon Paper Industries, que sofreu danos significativos, além de vítimas em um shopping center da Aeon, onde uma explosão de gás pode ter ocorrido. Outras nove mortes estão em investigação para determinar a relação com o tremor.
Entre as vítimas, um operário vietnamita, que era recém-casado, deixou uma esposa e um filho de sete meses. Em uma emocionante entrevista, sua esposa, Vu Thi Thuy, recordou a última conversa com o marido, que ocorreu na noite anterior ao terremoto, quando o filho estava ansioso para ver o pai pela tela do celular.
Cerca de 6.700 moradores da cidade de Kumamoto permanecem em abrigos, após suas residências terem sido danificadas ou totalmente desabadas. Além disso, aproximadamente 58 mil casas na região ainda estavam sem água encanada ou energia elétrica dois dias após o tremor, o que tem causado sérias dificuldades, especialmente com o calor intenso do verão.
Akio Matsushita, um funcionário que participa dos esforços de socorro, expressou preocupação com a recuperação da rede de água, gravemente afetada. Ele destacou que a situação é mais complicada devido à escassez de água, em temperaturas que alcançam os 35 graus Celsius. Para contornar a falta de banheiros na prefeitura, foram improvisadas instalações de emergência.
A Kyushu Electric Power anunciou que está trabalhando para restabelecer a energia elétrica na região, com previsão de que isso ocorra até a noite de 31 de julho. A população continua a enfrentar desafios enquanto as autoridades trabalham para normalizar a situação e oferecer apoio aos afetados pelo desastre.