A janela partidária, que permite a troca de partido por parlamentares sem punição, gerou desconforto entre o União Brasil e o PL. O União Brasil perdeu oito deputados federais, enquanto o PL ganhou dez. Integrantes do União Brasil afirmam que o PL atuou ativamente para atrair quadros importantes do partido, como Mendonça Filho, Alfredo Gaspar e Rodrigo Valadares, todos anteriormente filiados ao União Brasil.
A situação é vista como uma traição por parte do União Brasil, que se considera uma 'barriga de aluguel' para deputados que se beneficiaram de posições de destaque no Congresso e, em seguida, migraram para o PL. A saída de Alfredo Gaspar para o PL pode resultar em um adversário para a federação União-PP em Alagoas, onde sua candidatura ao Senado ainda está indefinida.
Com a saída de Ronaldo Caiado para o PSD, as chances de apoio do União Brasil a sua candidatura presidencial diminuíram, e a tendência é favorecer Flávio Bolsonaro. A perda de deputados é considerada esperada, com a bancada reduzindo de 59 para 51 membros, mas o partido mantém uma perspectiva otimista de eleger entre 60 e 70 deputados federais nas próximas eleições.
A meta, somada ao PP, é que a federação atinja ou supere 100 deputados. Essa reconfiguração política destaca a importância de escolher representantes mais fiéis para ocupar cargos relevantes na Câmara e na Esplanada.