O Sol produz uma barragem constante de partículas de alta energia. Sair da proteção do campo magnético da Terra significa entrar em um ambiente onde erupções solares podem liberar mais energia do que um bilhão de bombas de hidrogênio. A NASA e a NOAA monitoram o Sol 24 horas por dia, todos os dias, usando uma rede de satélites espalhados pelo sistema solar.
A tripulação da missão Artemis II é exposta a três fontes distintas de radiação: raios cósmicos galácticos, Cinturões de Van Allen e partículas energéticas solares. Missão Artemis explora o lado escuro da Lua. Qualquer tempestade solar adiciona radiação a esse valor de base. A preocupação com erupções solares é especialmente relevante porque o Sol ainda está em fase ativa durante a missão.
Para rastrear essas erupções, a NASA utiliza dados em tempo real de sondas posicionadas estrategicamente pelo sistema solar. O rover Perseverance, em Marte, tem visão direta do lado do Sol oposto ao que a Terra enxerga. As câmeras do rover identificam manchas solares com até duas semanas de antecedência, permitindo às equipes se prepararem.
Durante a missão, a tripulação constrói um abrigo improvisado dentro da nave e reorganiza a cabine para proteger-se das partículas energéticas. O princípio físico é simples: quanto mais massa entre os astronautas e as partículas que chegam de fora, menos radiação é absorvida.