Um motorista que presta serviços para Fernando Haddad relatou ter vivido momentos de apreensão ao ser seguido por uma viatura da Polícia Militar (PM) em São Paulo. O episódio ocorreu na noite de um dia em que Haddad participou de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP. O relato foi enviado pelo motorista às 22h41, após deixar o ex-ministro em sua residência, localizada no Planalto Paulista, zona sul da capital.
Antes de estacionar o veículo às 21h40, o motorista havia comunicado que tudo estava em ordem e que já estava em casa. Entretanto, ao deixar a residência de Haddad, ele percebeu que uma viatura da PM estava parada no acostamento da avenida 23 de maio e começou a ser seguido. O motorista se dirigiu a um posto de gasolina nas proximidades, onde a viatura permaneceu observando-o, o que gerou a sensação de que a atenção dos policiais estava voltada para ele.
Durante o acompanhamento, o motorista também relatou que os policiais utilizavam uma lanterna para verificar o interior do carro. Ao parar em frente a um hotel, decidiu questionar os agentes sobre a razão da perseguição. A abordagem, que durou cerca de 40 minutos, foi marcada pela presença de policiais armados com fuzis, os quais instruíram o motorista a se afastar, de acordo com informações de Hélio Silveira, advogado de Haddad.
Silveira descreveu a situação como ostensiva e intimidatória, ressaltando que o motorista ficou bastante assustado durante todo o episódio. O ex-ministro expressou sua preocupação com a situação, enfatizando que seu motorista, um trabalhador, ficou abalado, especialmente pela presença de armas na viatura e pela maneira como a abordagem foi conduzida.