Mulher de 38 anos que se apresentou como adolescente é diagnosticada com oito transtornos

Amanda Maria Souza de Oliveira, uma mulher de 38 anos, foi diagnosticada com oito doenças mentais após a realização de três laudos periciais. Essa informação foi confirmada pela defesa da ré, que enfrenta acusações de estelionato e falsa identidade em Santa Catarina. Quatro dos diagnósticos foram incorporados ao processo atual, enquanto os outros quatro se referem a um inquérito de 2012, no Distrito Federal.

As investigações revelaram que Amanda se passou por uma adolescente de 12 anos durante um período de um ano e dois meses, vivendo com uma família adotiva em Joinville, no norte de Santa Catarina. A audiência de instrução e julgamento está marcada para a próxima quarta-feira (19), no Fórum da Comarca de Joinville, onde testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas.

Em decorrência do processo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a Justiça atendeu a um pedido da defesa e determinou a realização de um exame de sanidade mental para avaliar a capacidade de Amanda de responder ao processo penal. O laudo foi concluído em 20 de julho e identificou um transtorno mental. Outros três diagnósticos foram feitos voluntariamente por um perito, conforme informações da defesa. Os resultados dos exames que estão sendo utilizados no processo permanecem sob sigilo.

Amanda utilizava o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos para ocultar sua verdadeira identidade enquanto vivia com a família adotiva. No entanto, a família começou a suspeitar de seu comportamento. A tia e o pai adotivos realizaram uma pesquisa na internet e, de acordo com a polícia, encontraram registros relacionados a casos semelhantes em pelo menos cinco estados. Isso levou à denúncia às autoridades.

Ela foi descoberta no dia 2 de julho e presa. Durante o interrogatório policial, Amanda confessou os crimes. As investigações também indicaram que a mulher foi vítima de maus-tratos por parte do pai biológico. Em 9 de julho, o TJSC recebeu a denúncia do Ministério Público, que considerou os crimes de estelionato e falsa identidade.

Ao longo dos 14 meses em que viveu com a família adotiva, Amanda demonstrava comportamentos infantis, usando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir. O delegado Rodrigo Bueno Gusso relatou que ela tinha um quarto decorado em rosa, repleto de objetos infantis. Amanda alegava também sofrer de crises de pânico e insegurança para dormir sozinha, pedindo frequentemente à mãe adotiva que a colocasse na cama.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: