A relação diplomática entre Washington e Brasília pode estar prestes a enfrentar uma nova e intensa turbulência. Informações indicam que o governo dos Estados Unidos retomou as discussões internas para aplicar novas retaliações contra Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa movimentação da Casa Branca reacende o debate sobre a utilização da Lei Magnitsky contra o magistrado brasileiro. A nova crise teria sido provocada por episódios recentes que geraram preocupações nos EUA em relação ao enfraquecimento da liberdade de imprensa no Brasil.
O jornal britânico Financial Times detalha que o governo de Donald Trump observa com apreensão as operações de busca e apreensão autorizadas por Moraes, que envolvem um jornalista e suas fontes. Esse inquérito apura a divulgação de reportagens que envolvem o ministro Flávio Dino e seus familiares.
Para fontes em Washington, a atitude de Moraes expõe os limites da atuação do Judiciário brasileiro. Essa não é a primeira vez que o integrante do STF é alvo das autoridades norte-americanas. O histórico de atritos se intensificou em julho de 2025, quando Moraes foi formalmente sancionado pelos EUA.
Essa sanção anterior foi uma resposta à condução do processo que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava sendo investigado por sua tentativa de um golpe de Estado após as eleições de 2022. Após intensas negociações diplomáticas entre os presidentes Lula e Trump, as sanções foram oficialmente revogadas em dezembro do ano passado.