A jornalista americana Shelly Kittleson foi sequestrada em Bagdá há uma semana e, nesta terça-feira (7), o grupo armado iraquiano Kataib Hezbollah anunciou que ela será libertada. A milícia, alinhada ao Irã, informou que Kittleson deve deixar o Iraque imediatamente.
A decisão do grupo foi atribuída ao reconhecimento das posições patrióticas do primeiro-ministro cessante, Mohammed Shia al-Sudani. No entanto, o Kataib Hezbollah não havia assumido a autoria do sequestro, apesar de ser apontado como principal suspeito pelas autoridades dos EUA e do Iraque.
Kittleson, de 49 anos, é jornalista freelancer com experiência no Iraque e na Síria, colaborando com veículos como a BBC e o Politico. Negociações para sua libertação enfrentaram desafios, e as autoridades iraquianas consideravam a possibilidade de soltar seis integrantes do Kataib Hezbollah detidos em troca da jornalista.
O Departamento de Estado americano afirmou que está trabalhando com o FBI para garantir a libertação de Kittleson. Entidades de defesa da imprensa solicitaram que o governo dos EUA classifique a jornalista como refém ou detida injustamente, o que aumentaria o nível de resposta oficial.