O Irã suspendeu as comunicações diretas com os Estados Unidos em resposta à ameaça do presidente Donald Trump de destruir "toda a civilização" iraniana. Apesar dessa medida, as negociações para um cessar-fogo prosseguem por meio de mediadores, conforme informado por uma autoridade do Oriente Médio.
A interrupção das comunicações diretas poderá dificultar os esforços para um acordo antes do prazo estabelecido por Trump, que expira às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7), relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz. As ameaças de Trump aumentam o risco de uma escalada militar com repercussões globais.
Em resposta, o Irã se manteve firme, afirmando que não reabrirá Ormuz em troca de "promessas vazias" e ameaçando fechar a via marítima de Bab el-Mandeb caso a situação se agrave. Uma autoridade iraniana declarou que o país pode deixar "todo o Oriente Médio no escuro" se os EUA atacarem suas usinas de energia.
Trump estabeleceu um prazo para que o Irã chegue a um acordo, alertando que os iranianos enfrentarão consequências severas caso as negociações não avancem. Os EUA buscam garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares e limitem seu arsenal de mísseis. Apesar das pressões, o Irã continua a demonstrar resistência, impactando a economia global e elevando os preços do petróleo.