Investigação sobre ranking sexual em universidade de SP gera mobilização

A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma investigação sobre a elaboração e divulgação de um "ranking sexual" por alunos do curso de Psicologia da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), situada em Presidente Prudente. O caso foi formalmente registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) na última sexta-feira, dia 21. Até o momento, foram identificadas seis vítimas e cinco indivíduos estão sendo investigados como suspeitos.

Na noite anterior, dia 20, o coletivo "Frente Pela Vida das Mulheres", que atua em Presidente Prudente, organizou um protesto para manifestar contra a objetificação e a violência direcionada às mulheres no ambiente universitário. Em uma publicação, o grupo destacou a importância de as mulheres que se sentiram expostas, constrangidas ou violentadas não se calarem. "Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta", afirmaram.

Além do protesto, o coletivo emitiu uma nota de repúdio exigindo a investigação do caso, o acolhimento das vítimas, proteção contra possíveis retaliações e a implementação de medidas efetivas por parte da universidade. Um ofício foi protocolado na Reitoria da Unoeste, solicitando ações urgentes e a devida responsabilização dos envolvidos.

A repercussão do caso em São Paulo ocorre em um contexto de crescente preocupação sobre a segurança e a dignidade das mulheres em instituições de ensino. Um incidente semelhante já havia sido registrado no estado do Rio Grande do Sul. Em Pelotas, oito alunos do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) foram afastados após serem acusados de criar e compartilhar uma lista com conteúdo sexual envolvendo alunas da instituição.

Neste caso no RS, a direção do IFSul informou que ao menos 30 adolescentes estavam relacionadas ao material, que incluía imagens não autorizadas e comentários ofensivos. Três alunas registraram boletim de ocorrência na delegacia em 24 de março deste ano. As idades tanto das vítimas quanto dos suspeitos não foram divulgadas, mas o incidente gerou forte indignação na comunidade escolar e pedidos por medidas mais rigorosas contra a violência de gênero.

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