Espaço ou localização? O que considerar na hora de comprar um imóvel em Curitiba

Com valorização do mercado e avanço dos apartamentos compactos, Paulo Henrique Celles, diretor da Paulo Celles Imóveis, explica quais fatores devem pesar na decisão e como conciliar orçamento, estilo de vida e potencial de valorização

O mercado imobiliário de Curitiba atravessa um período de valorização que tem colocado o comprador diante de uma escolha cada vez mais comum: priorizar espaço ou localização. Dados da Brain Inteligência Estratégica apontam que o preço médio do metro quadrado dos apartamentos novos na capital paranaense chegou a R$ 15.729 no primeiro trimestre de 2026, com valorização de 12,4% em 12 meses.

O movimento ocorre ao mesmo tempo em que os imóveis compactos ganham participação no mercado. No primeiro trimestre deste ano, cerca de 70% dos 1.863 apartamentos lançados em Curitiba tinham perfil compacto, segundo levantamento divulgado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR).

Para Paulo Henrique Celles, diretor da Paulo Celles Imóveis, os números refletem uma mudança na forma como parte dos compradores avalia um imóvel.

“Durante muito tempo, a metragem esteve entre os principais critérios de decisão. Hoje, vemos compradores dispostos a morar em imóveis menores para permanecer em regiões que oferecem boa infraestrutura, mobilidade, serviços e qualidade de vida. Não significa que o espaço deixou de ser importante, mas que a localização passou a ter um peso ainda maior nessa equação”, explica Celles.

Bairros valorizados ampliam as possibilidades de escolha

A diferença de preços entre as regiões de Curitiba ajuda a dimensionar esse cenário. Dados de mercado referentes a 2026 colocam bairros como Batel, Bigorrilho, Juvevê, Ahú e Água Verde entre os endereços mais valorizados da capital.

No Batel, por exemplo, o preço médio anunciado chegou a cerca de R$ 17,9 mil por metro quadrado, enquanto no Bigorrilho ficou na faixa de R$ 14,1 mil. No Juvevê, o valor aparece próximo de R$ 13,9 mil por metro quadrado.

Na prática, um mesmo orçamento pode permitir a compra de imóveis com características bastante diferentes dependendo da região escolhida.

“É comum o comprador chegar procurando determinado tamanho e, durante a busca, perceber que talvez faça mais sentido reduzir alguns metros quadrados para estar próximo do trabalho, de escolas, comércio, parques ou serviços que fazem parte da rotina da família. Em outros casos, acontece exatamente o contrário: espaço é prioridade e ampliar o raio de busca pode entregar uma relação custo-benefício melhor”, afirma.

Apartamento menor não significa necessariamente imóvel mais barato

Celles alerta ainda para um ponto importante: comparar imóveis apenas pelo valor total pode levar a conclusões equivocadas. Unidades compactas localizadas em regiões muito procuradas podem apresentar preço por metro quadrado superior ao de apartamentos maiores em outros bairros.

Por isso, a análise deve considerar não apenas quanto custa o imóvel, mas o valor do metro quadrado, a liquidez da região e qual será a utilização da propriedade no médio e longo prazo.

“Não existe uma resposta única para a pergunta sobre o que vale mais, espaço ou localização. Para uma família, um dormitório adicional pode ser decisivo. Para uma pessoa que mora sozinha ou para quem busca um imóvel para investimento, localização e facilidade de locação podem pesar muito mais. O melhor imóvel é aquele que consegue equilibrar orçamento, necessidade e objetivo de compra”, destaca Paulo Henrique.

Valorização também entra na conta

A análise ganha ainda mais importância diante do comportamento recente dos preços. Além da alta observada nos imóveis novos, o Índice FipeZAP apontou que o preço médio anunciado dos imóveis residenciais em Curitiba alcançou R$ 11.763 por metro quadrado em maio de 2026.

Para quem pretende comprar pensando também na formação de patrimônio, Celles recomenda olhar além do desempenho passado do bairro.

“Uma região já consolidada tende a oferecer liquidez, mas o comprador também precisa observar o que está acontecendo ao redor do imóvel. Novos empreendimentos, infraestrutura, mobilidade, comércio e transformações urbanas podem influenciar a valorização futura. Comprar bem não é necessariamente escolher o bairro mais caro, mas entender onde existe demanda e quais características continuarão sendo procuradas nos próximos anos”, afirma.

Serviço
Paulo Celles Imóveis
Site: https://paulocellesimoveis.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/paulocellesimoveis/ 

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