Comunicação por mensagens de texto reflete segurança emocional e controle, aponta estudo

O envio de mensagens de texto, uma prática comum no cotidiano, pode estar associado a sentimentos de segurança e domínio emocional. Dados da APA (Associação Americana de Psicologia) indicam que essa forma de comunicação é preferida por aqueles que desejam se expressar com maior precisão, evitando a pressão de improvisar em interações face a face.

Leora Trub, PhD e professora de psicologia da Pace University, localizada em Nova York, observa que as mensagens de texto são utilizadas para manter o contato com cônjuges durante o trabalho, interagir com amigos distantes e até evitar conversas com parentes em eventos familiares. Além disso, essa modalidade de comunicação é frequentemente escolhida para o término de relacionamentos.

Em 2018, Trub e outros psicólogos realizaram uma pesquisa para entender as motivações por trás do envio de mensagens de texto. O estudo envolveu 982 adultos, com idades entre 18 e 29 anos, e abordou temas como comportamentos viciantes relacionados ao uso de celulares, níveis de ansiedade social, timidez e traços de personalidade.

Os resultados revelaram que, além de considerarem as mensagens de texto uma forma funcional de comunicação, muitos optam por essa alternativa para escapar de situações entediantes ou por acreditarem que é uma maneira mais eficaz de se expressar em comparação à conversa telefônica ou presencial.

No entanto, Laura Trub destaca que a comunicação exclusivamente por mensagens pode se tornar uma “muleta”, dificultando a formação de vínculos mais profundos entre as pessoas. Essa observação sugere que, embora as mensagens de texto ofereçam uma sensação de controle, elas podem também limitar a qualidade das interações sociais.

Outro aspecto interessante levantado na pesquisa é a utilização de emojis nas mensagens, que, segundo estudos, podem contribuir para a melhoria nos relacionamentos, adicionando um elemento emocional à comunicação escrita.

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